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Pela “reindustrialização” nacional

O Brasil está tomando fôlego após a crise econômica. No entanto, o crescimento permanece frágil frente à necessidade de manter os ganhos obtidos a duras penas, que possibilitaram reduzir a inflação, a pobreza e as desigualdades sociais.

Precisamos voltar a pensar à frente. Resgatando a história, o Brasil chegou a ser a 8ª potência industrial entre os anos 70 e 80, sendo mais desenvolvido do que a Coreia do Sul e a China.

De lá pra cá, não foram criadas políticas que mantivessem a indústria de máquinas e de transformação. Regredimos e as demais nações tomaram a dianteira na industrialização. O Brasil assistiu à transferência de milhares de postos de trabalho.

Nossos recursos humanos foram deslocados para empregos de menor capacitação. Enquanto a lógica deve ser inversa.  Os cidadãos precisam de estímulos para estudar, se dedicar e se tornarem profissionais altamente qualificados, nossos “cérebros”. Porque a “fuga de cérebros” do Brasil para trabalho nas nações desenvolvidas é uma infeliz realidade que não podemos permitir.

Os países asiáticos se despontaram por terem foco no estudo e na indústria. O Japão se tornou uma nação de 1º mundo utilizando essa estratégia. A Coreia seguiu o mesmo modelo e é referência. A China se estabeleceu altamente produtiva e maior exportadora.

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No último dia 17, assumi a presidência da Frente Parlamentar da Indústria de Máquinas e Equipamentos no Congresso Nacional. Por mais que seja notório o valor do setor industrial de alta tecnologia, há anos temos que “reinventar a roda” na busca de incentivo para sermos competitivos. Máquinas e equipamentos é a indústria estruturante, que abastece todos os demais setores produtivos.

No Brasil, temos 7.500 empresas dos mais diferentes segmentos, que empregam 290 mil funcionários diretos e geram 2 milhões de trabalhos adicionais na cadeia produtiva.

As indústrias de máquinas e equipamentos e têxteis e de confecção são as que mais empregam. E, como lembra o presidente Abimaq, João Marchesan, “não existe país desenvolvido ou emergente que não tenha uma indústria de máquinas forte e competitiva”.

O Brasil precisa ser levado a sério e, para isso, a indústria é fundamental! Portanto, ter foco na “reindustrialização” nacional.

  • Vanderlei Macris – deputado Federal pelo PSDB-SP