Da Redação
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Com os casos de dengue aumentando em toda a região neste verão, o Setor de Zoonoses da Secretaria Municipal de Saúde de Nova Odessa divulgou nesta semana o balanço de suas atividades em 2023, bem como garantiu que o trabalho contra os focos do mosquito transmissor do vírus da dengue prossegue diariamente na cidade, mas o sucesso depende também da parceria da própria população.
Ano passado, os agentes da Prefeitura realizaram mais de 54,3 mil ações contra o mosquito da dengue. Apenas de segunda a sexta-feira, nas visitas de rotina casa a casa, foram 34,1 mil imóveis visitados pelos agentes. Nos mutirões aos sábados, foram mais 6,1 mil imóveis visitados e vistoriados.
Além disso, ao longo do ano, 5,1 mil recipientes e objetos considerados criadouros em potencial para as larvas do Aedes foram removidos, lotando dezenas de caminhões com lixo e materiais inservíveis em geral, como vasos, pneus e garrafas.
“Esse trabalho de remoção de criadouros é especialmente importante porque, historicamente, cerca de 80% dos criadouros do mosquito estão nos quintais e dentro das residências. E precisamos do apoio da população, que também deve eliminar constantemente de suas casas quaisquer objetos que possam acumular água parada”, explicou a secretária de Saúde de Nova Odessa, Jaqueline Serrano.
As visitas casa a casa durante a semana, bem como os arrastões aos sábados, já recomeçaram em 2024. Segundo a encarregada do Setor de Zoonoses da Prefeitura, a veterinária Paula Faciulli, nos dias 13 e 20/01, as equipes percorreram o Jardim São Manoel, orientando os moradores e removendo “criadouros” do interior de mais de 500 residências do bairro.
ADL
“Também fizemos a primeira ADL (Avaliação de Densidade Larvária) do ano, que deu um índice de 1,1% – o que coloca Nova Odessa, assim como outras cidades vizinhas – em ‘estado de alerta’ para o risco de dengue”, acrescentou a encarregada. Para o levantamento, foram visitados 568 imóveis de todas as regiões da cidade, sendo encontrados 4 criadouros com larvas vivas do Aedes.
O Ministério da Saúde possui três classificações: cidades com ADL de até 1% estão em nível “satisfatório”, de 1,1% a 3,9% em “alerta” e acima de 4%, com “alto risco de epidemia”. Nova Odessa já tem 8 casos positivos de dengue neste mês de janeiro. Ano passado, o mesmo mês do ano registrou 4 casos positivos. Durante o trabalho de campo os agentes de Zoonoses, inclusive durante os “arrastões”, entram nas casas, orientam os moradores, vistoriam os quintais e, quando preciso, retiram materiais insensíveis – como garrafas, potes, pneus, vidros e tudo que possa acumular água. Também são retirados possíveis criadouros de escorpiões, como sofás, pedaços de madeira, armários, entre outros objetos. Não são retirados galhos ou restos de materiais de construção.
De acordo com Paula Faciulli, é fundamental que a população de Nova Odessa colabore, mantendo os quintais limpos e eliminando possíveis criadouros. “A redução de criadouros ainda é o melhor método para prevenir a proliferação de mosquitos e das doenças transmitidas por eles”, disse Paula. Os munícipes que identificarem possíveis criadouros em terrenos baldios também devem comunicar o Setor de Zoonoses da Prefeitura, pessoalmente ou por meio do telefone (19) 3466-3972.
COMO COMBATER
O AEDES AEGYPTI
– Não deixar água parada, destruindo os locais onde o mosquito nasce e se desenvolve, para evitar sua procriação.
– Deixe sempre bem tampados e lave com bucha e sabão as paredes internas de caixas d’água, poços, cacimbas, tambores de água ou tonéis, cisternas, jarras e filtros.
– Plantas que possam acumular água devem ser tratadas com água sanitária na proporção de uma colher de sopa para um litro de água, regando no mínimo, duas vezes por semana. Tire sempre a água acumulada nas folhas.
– Não junte vasilhas e utensílios que possam acumular água (tampinha de garrafa, casca de ovo, latinha, saquinho plástico de cigarro, embalagem plástica e de vidro, copo descartável etc) e guarde garrafas vazias de cabeça para baixo.
– Entregue pneus velhos ao serviço de limpeza urbana, caso precise mantê-los, guarde em local coberto.
– Deixe a tampa do vaso sanitário sempre fechada. Em banheiros pouco usados, dê descarga pelo menos uma vez por semana.