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Servidores de Nova Odessa deflagram protestos em toda rede contra terceirização de creches

Sindicato dos Servidores Públicos Municipais realiza na próxima semana uma assembleia nas creches da Vila Azenha e Jardim São Francisco, que serão terceirizadas, para discutir medidas a serem tomadas

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Paulo Medina
redacao@jno.com.br

Em mais um reflexo da decisão da Prefeitura de Nova Odessa em terceirizar a gestão de duas creches municipais, medida que gerou reações enérgicas entre servidores, pais e moradores, funcionárias da rede municipal de Educação protestaram nesta terça-feira (5) vestindo preto em sinal de luto pelo que consideram “uma perda para a qualidade do ensino público” da cidade.
O SSPMANO (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Nova Odessa) declarou apoio total à causa. O presidente da entidade, Luís Fernando da Silva, informou que a terceirização das unidades está sendo analisada pelo departamento jurídico do sindicato e que uma assembleia será realizada na próxima semana nas unidades a serem afetadas, com o intuito de debater as medidas de ação com as servidoras e avaliar os próximos passos.
“As servidoras fizeram um protesto, todas foram trabalhar de preto em protesto à terceirização das duas unidades. O sindicato está vendo os meios jurídicos e futuramente, na próxima semana, faremos uma assembleia nas unidades que serão terceirizadas para conversar com as servidoras”, afirmou o presidente do SSPMANO.
Os protestos ocorreram nas unidades Eleni Whitehead, Alvina Maria Adamson, Haldrey Michelle Bueno, Avelino Xavier Alves Poneis, Mercedes Ladeira Brazilino, Maria Estela Diniz Gazzetta, Almerinda Delegá Delben, Maria Cecilia Borriero Milani, José Mario de Moraes e Salime Abdo, Grazioso Marchioro e Theresinha Antonia Malaguetta Merenda.
A portaria que trata da terceirização foi publicada pelo secretário de Educação, José Jorge Teixeira, e prevê o fechamento temporário das EMEBs (Escolas Municipais de Educação Básica) Professora Vânia Meirelles Dextro Mauerberg, na Vila Azenha, e Professora Apparecida Rodrigues Prata, no Jardim São Francisco, para que, a partir de janeiro de 2025, essas unidades sejam transferidas para gestão de OSCs (Organizações da Sociedade Civil).
A iniciativa de terceirização gerou um movimento de resistência popular. Em poucos dias, um abaixo-assinado online, intitulado “Abaixo-assinado contra a privatização do ensino básico em Nova Odessa”, reúne mais de 520 assinaturas de moradores e servidores, que temem o impacto da medida. Os organizadores do abaixo-assinado e seus adeptos defendem que entregar a gestão educacional para OSCs pode comprometer a qualidade e a missão da educação pública. “As creches sempre foram reconhecidas pelo bom atendimento, pelo cuidado com as crianças e pelas boas práticas de gestão pública”, afirmam. Para eles, a terceirização representa uma “privatização disfarçada” da educação infantil.
Procurada, a Prefeitura de Nova Odessa não comentou os protestos dos servidores contra a terceirização das creches.