As famílias que moram às margens do Quilombo voltaram a sofrer com enchentes depois que o ribeirão transbordou por conta do temporal que atingiu Nova Odessa na noite de terça-feira. O nível do ribeirão subiu quase dois metros, de acordo com a Defesa Civil, e a água suja invadiu diversas residências nos bairros Jardim Flórida, São Jorge, Fadel e Vila Azenha. A população voltou a cobrar o desassoreamento de todo o trecho do Quilombo, promessa feita em 2021 pelo prefeito Cláudio José Schooder, o Leitinho, mas que até agora não saiu do papel.
A reportagem do JNO questionou a prefeitura se há uma previsão para a realização do trabalho. A Administração disse que o serviço foi inserido no Programa Rios Vivos do DAEE do Governo do Estado e se encontra atualmente em fase final de licenciamento ambiental. A estação meteorológica do Ciiagro (Centro Integrado de Informações Agrometeorológicas) registrou 52 milímetros de chuva na cidade entre a noite de terça-feira e a madrugada de quarta. Na segunda-feira, foram registrados outros 27 milímetros de chuva.
Além das casas que foram invadias pela água do Quiombo, Nova Odessa registrou também diversos pontos de alagamento, como na Avenida Ampélio Gazzetta – próximo ao cruzamento com a Rua Fioravante Martins – na própria Fioravante Martins e na Rua Sigesmundo Anderman, nas imediações do Parque Linear do bairro 23 de Maio.
A Prefeitura disse que colocou em ação, ainda na noite de terça-feira, um Plano de Contingência para momentos de cheia do rio – que envolve ainda outros setores e instituições do Município. “Equipes da força-tarefa coordenada pela Defesa Civil já estão em contato com famílias de bairros ribeirinhos como Jd. São Jorge e Flórida, oferecendo apoio logístico e material”, explicou a Administração.
Segundo o Cepagri (Centro de Pesquisas Meteorológicas Aplicadas à Agricultura), da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), o principal risco meteorológico identificado é com relação ao volume e intensidade das chuvas (que podem resultar em alagamentos, enxurradas e transbordamento de rios, bem como deslizamentos de terra em áreas de declive), sendo também necessária atenção quanto às descargas elétricas, a eventuais rajadas de vento e, em menor probabilidade, ocorrências de granizo pequeno.
