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Geração de empregos, para quem?

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Um dos pontos que sempre está presente em todos os planos de governos é a geração de empregos. Um assunto que atrai a atenção da população, pois num momento de crise econômica acentuada pela pandemia a criação de novos postos de trabalho é uma preocupação de todos. O mais comum neste caso, a primeira ideia que surge é a concessão de incentivos fiscais. A prefeitura reduz a carga tributária, através de projetos delei que cria incentivos e benefícios fiscais, como créditos compensatórios, isenções edescontos em impostos como o ITBI, IPTU, taxas e emolumentos e ISS.

O objetivo central é atrair novas empresas para o município e ao mesmo tempo gerar empregos. Porém será que ao deixar de arrecadar impostos a população é realmente beneficiada? Hoje devido a tecnologia as empresas trabalham com um número cada vez mais reduzido de mão de obra. Uma empresa instalada em Nova Odessa atrai trabalhadores da Região Metropolitana de Campinas, como consequência as vagas com salários mais altos não são necessariamente ocupadas por moradores da cidade.

Os incentivos fiscais acabam sendo mais efetivos quando criados por Governos Estaduais, já que criam polos de desenvolvimento econômico. Um programa de geração de emprego e renda, deve estar atrelado a um plano efetivo de qualificação de mão de obra, com ampliação de vagas oferecidas na ETEC e em parceria com o Governo do Estado de São Paulo criar condições para a instalação de FATEC e um polo da UNIVESP, a Universidade Virtual do Estado de São Paulo.

Além da qualificação, outra grande preocupação deve ser oferecer a toda população uma Educação de qualidade, hoje em nossa cidade temos um ensino do primeiro ao quinto ano bem estruturado, porém quando o aluno chega ao sexto ano (ensino fundamental 2) as famílias ficam sem opção, já que as Escolas Estaduais não oferecem a mesma qualidade de ensino. A solução para este problema seria a municipalização total do Ensino Fundamental, onde o município ficaria responsável pela educação de todos até o nono ano.

Outra preocupação é a criação de uma infraestrutura que suporte tal crescimento, com planejamento urbano. Para que o trânsito não torne uma barreira ao crescimento. Também será necessário criar facilidade ao acesso às linhas de financiamento para as empresas e principalmente eliminar a burocracia para a criação de novos negócios. Incentivar o comércio e serviços locais pode ser mais efetivo na geração de novos empregos, pois são setores que utilizam uma maior quantidade de trabalhadores e ainda não foram tão afetados pela tecnologia.

Portanto a preocupação com o desenvolvimento econômico de uma cidade e a geração de empregos não pode ficar atrelado apenas a uma política de incentivos fiscais. Exige uma sinergia entre vários setores da administração municipal, começa com o cuidado com as crianças, ao oferecer uma educação de qualidade.

A ampliação de cursos profissionalizantes para jovens e adultos, além de cursos de requalificação, pois o mercado de trabalho com a introdução de novas tecnologias está cada vez mais exigente. A solução está em encontrar um equilíbrio entre as políticas públicas e inserir a cidade no contexto da Região Metropolitana em que vivemos, com as cidades cada vez mais interconectadas e interdependentes.