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EDUCAÇÃO NA PANDEMIA: Resiliência, responsabilidade e equidade

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Enquanto o Brasil está se tornando um dos principais focos da pandemia da Covid 19, repensar o papel da escola, dos alunos e dos pais na vida escolar se torna pauta indispensável. É necessário reafirmar e se apropriar de que a EDUCAÇÃO é direito universal do homem, determinado pelo artigo 26 da Declaração Universal dos Direitos Humanos e instituído no Brasil como “direito de todos e dever do Estado e da Família” pelo artigo 205 da Constituição Federal de 1988, consagrando-se como princípio da universalidade, equidade e resiliência educacional.

Nesse momento de desafios educacionais que a maior crise sanitária nos impõe, o princípio da universalidade deve ser defendido e perseguido dia a dia pelas escolas e seus educadores. Para além da suspensão das aulas presenciais, entendemos a universalidade da educação como direito fundamental e essencial a todos os cidadãos, há que se garantir o acesso a esse bem universal para a consolidação da democracia fortalecendo a capacidade dos indivíduos ao acesso dos seus direitos cidadãos.

Cabe ao Estado, através das instituições escolares promover ações e programas para que, mesmo nesse período da Pandemia os direitos dos estudantes a educação estejam garantidos e respeitados e que o desenvolvimento contínuo e a educação se mantenham vivos dentro dos nossos estudantes.

Enquanto dever da família, a escola não deseja nesse período que pais se transformem de um momento para outro em professores, pois reconhecemos que o ato de ensinar é bastante apurado, requer aprendizado e conhecimento de técnicas pedagógicas e educacionais para que resultem na aprendizagem assertiva dos alunos.

Sem dúvida, o que esperamos nesse momento é o envolvimento ainda maior e a responsabilidade dos pais na motivação dos filhos e no acompanhamento das atividades que agora passaram a ser realizadas em casa, com a intervenção remota dos docentes. Mais do que nunca a parceria e o envolvimento da família e comunidade com a escola foi tão importante.

Levando em conta essas ponderações consideramos o “Programa Aprender em Casa” consolidado pela Secretaria Municipal de Educação de Nova Odessa logo no início da Pandemia traz em sua essência o princípio da equidade, pois considerou todas as possibilidades de atingimento da totalidade dos estudantes da Rede Municipal de Educação de Nova Odessa ao acesso à educação, quer seja através do material impresso entregue, site aberto a consulta, parceria com as Mídias do Estado de SP gratuitas pela internet ou TV, além da interação dos educadores com seus alunos. O empenho das famílias nesse esforço conjunto com a devolutiva de quase 100% dos materiais propostos nos levam a crer na assertividade do “Programa Aprender em Casa”, que minimiza os possíveis prejuízos educacionais causados pela Covid 19.

Não deixamos de considerar que existem interações insubstituíveis no espaço escolar como a convivência em grupo, a socialização das aprendizagens e o contato humano imprescindível ao desenvolvimento dos educandos, porém a criatividade dos educadores tentam minimizar essa problemática investindo na afetividade através de mensagens pelas redes e whatsapp, gravação de histórias e pequenos vídeos motivando e alegrando nossos pequenos.

Quero destacar o princípio da resiliência, essa capacidade ímpar dos educadores de se reinventarem, resistirem, reaprenderem e recriarem novas formas e mecanismo de manter a educação em movimento, aprendendo a cada dia o uso de novas tecnologias e ferramentas para garantirem a aprendizagem dos nossos alunos e mantendo esse direito universal vivo e intenso mesmo em meio ao caos. Meus sinceros agradecimentos em nome da administração de Nova Odessa aos educadores, pais e alunos que acolheram com responsabilidade o “Programa Aprender em Casa”, com a esperança de que esses momentos difíceis nos farão nos reinventarmos e evoluirmos, compartilhados por todos os envolvidos, prezando pela saúde e pela vida de alunos e profissionais e com o potencial de estimular um pensamento mais amplo sobre educação e solidariedade como resposta às crises que se apresentam para a humanidade.

Claudicir Brazilino Picolo Secretária de Educação