Da Redação
redacao@jno.com.br
Os casos de estupro e furto de veículos dispararam em Nova Odessa nos dez primeiros meses de 2023, isso na comparação com o mesmo período do ano passado. É o que mostram os dados divulgados nesta semana pela SSP (Secretaria Estadual da Segurança Pública). Em relação as ocorrências de estupro, o aumento foi de 60% entre janeiro e outubro de cada ano. Já os boletins de ocorrência envolvendo furto de veículos cresceram 51,5% no mesmo período. Os casos de lesão corporal dolosa, roubo de cargas e furtos em geral também tiveram elevação na cidade entre janeiro e outubro.De acordo com os dados divulgados pela pasta estadual, Nova Odessa havia registrado cinco casos de estupro nos dez primeiros meses de 2022. Contudo, esse número passou para oito no mesmo período de 2023 – sendo três casos contra vulneráveis -, o que representa um crescimento de 60%. Já os furtos de veículos saltaram de 64 para 97 (aumento de 51,5%). Embora em percentuais menores, os casos de roubo de carga (20%), furtos em geral (12,9%) e lesão corporal dolosa (9,91%) também cresceram em Nova Odessa entre janeiro e outubro. Por outro lado, tiveram queda no período as ocorrências de roubos (12,6%) e roubos de veículos (10,52%).
ESTADO
Os casos de estupro apresentaram aumento de 6,6% no estado de São Paulo, em outubro, em comparação com o mesmo mês de 2022. No mesmo período, os homicídios dolosos tiveram uma queda de 27,4%, de 270 para 196, segundo os dados divulgados pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) na segunda-feira. De acordo com a SSP, o interior do estado registrou 69 casos de estupro a mais do que o mesmo período no ano anterior, um aumento de 10,3%, um salto de 669 a 738.
Os crimes sexuais no estado contra as vítimas que têm até 14 anos e ou não tem condições de consentir ao ato, os estupros de vulnerável, aumentaram 3,3%, ainda em relação a 2022, de 945 a 976 registros. Os estupros de vulneráveis representam 77% do total de estupros registrados em outubro de 2023 no território estadual. Em nota no site, a SSP afirma que “o crime de estupro é o que tem o mais alto índice de subnotificação” e que “o aumento de registros indica que agora as vítimas possuem mais confiança para procurar a polícia e denunciar os agressores”.