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Unidade Respiratória vive dia de superlotação e Saúde ‘transforma’ macas e poltronas em leitos

Na manhã desta 4ª, espaço abrigava 21 pacientes, um a mais do que a sua capacidade; cidade segue com a maior taxa de letalidade da microrregião e confirmou mais 120 casos e 3 mortes

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Na iminência da terceira onda de Covid-19, a Unidade Respiratória do Jardim Alvorada viveu nesta quarta-feira (9) um dia de superlotação e reclamação por parte dos pacientes e seus familiares. O espaço, que foi criado para atender exclusivamente moradores acometidos pelo novo coronavírus, tem 20 leitos disponíveis, sendo 18 de internação e outros dois de emergência. Contudo, segundo apurou a reportagem do Jornal de Nova Odessa, 21 pessoas estavam internadas na unidade – algumas no corredor – no início da manhã, quando acontece a troca de plantão entre os profissionais que atuam na UR. A Secretaria de Saúde, em nota fala, reduz esse número para 17. Só nos últimos dois dias, a Vigilância Epidemiológica contabilizou mais 120 casos da doença, além de três novas mortes. Agora, o total é de 4.296 moradores infectados, com 166 vítimas fatais.

A situação caótica na Unidade Respiratória veio à tona na segunda-feira, quando o vereador Sebastião Gomes dos Santos, o Tiãozinho do Klavin, denunciou a falta de itens básicos para o trabalho dos profissionais da UR, como luvas e aventais. Segundo ele, que é presidente da Comissão de Saúde da Câmara, houve a falta até mesmo de copos descartáveis e os funcionários estavam trabalhando “no limite”. Além disso, o parlamentar denunciou o uso de tendas locadas pela prefeitura e instaladas na área externa da Unidade Respiratória como cobertura para estacionamento de veículos.

“Está lotada (a Unidade Respiratória). Eu saí do plantão hoje (ontem) de manhã e havia 21 pacientes internados. Tiveram que colocar pacientes em macas mesmo, só pra você ter uma ideia da situação”, disse um funcionário da Unidade Respiratória ouvido pela reportagem e que pediu para não ser identificado. Nesta quarta-feira, o também vereador Levi Tosta (DEM) esteve na UR e reforçou a necessidade de medidas urgentes. Segundo ele, faltam funcionários e a sobrecarga é muito grande em cima daqueles que estão trabalhando. “O número de contaminados só aumenta, tem 21 pessoas internadas aqui e infelizmente faltam produtos básicos, insumos mesmo. Levamos essa demanda ao prefeito Leitinho a semana toda e ele nos prometeu colocar a situação em ordem, mas isso ainda não aconteceu. Estamos com grandes dificuldades. Se não houver uma intervenção rápida, (a UR) vai virar um caos”, afirmou o vereador, em entrevista à TV Web WA Notícias.

 

MACAS E POLTRONAS

Questionada sobre os números da UR, a Prefeitura divulgou, primeiramente, que eram 16 pessoas internadas na manhã desta quarta no local. Um pouco mais tarde, em nota encaminhada ao JNO, disse que eram “17 internados e 4 em observação”, ou seja, 21. Na mesma nota, a Secretaria de Saúde “criou” oito novos leitos, sendo quatro em macas e outros quatro em poltronas – também usadas para observação. “Destas quatro pessoas em observação, dois estavam em macas e dois em poltronas. Também nesta data, por volta da hora do almoço, cinco pacientes foram transferidos para a ala respiratória do Hospital Municipal”, traz a nota da prefeitura.