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Tema explorado nas eleições, racionamento de água é descartado pela Coden Ambiental

Empresa responsável pelo tratamento e distribuição do produto aos moradores afirmou que Odessa atravessará o período de estiagem sem risco de desabastecimento; represas operam com 56% da capacidade

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O trabalho a longo prazo realizado pela Prefeitura de Nova Odessa ao longo dos últimos 8 anos vem mostrando o seu resultado agora, justamente no momento em que várias cidades da RMC (Região Metropolitana de Campinas) já decretaram racionamento de água por conta da escassez de chuvas. Com as cinco represas municipais operando, no total, com 56% da sua capacidade, a Coden Ambiental descarta implantar rodízio, até porque o percentual está acima do verificado no mesmo período do ano passado, quando as reservas estavam em pouco mais de 40%.

A questão hídrica foi um tema muito explorado nas eleições municipais do ano passado. O atual prefeito Claudio José Schooder, o Leitinho, usou como uma de suas principais bandeiras a possibilidade de o município enfrentar falta d’água, algo que, agora, é descartado pela sua própria administração. “Em condições normais, considerando a chegada das chuvas entre novembro e dezembro, os indicadores apontam que a cidade atravessará o período de estiagem sem risco de desabastecimento”, garantiu a prefeitura, em release divulgado à imprensa na terça-feira.

De acordo com informações da  prefeitura, a população de Nova Odessa consome, diariamente, cerca de 16 milhões de litros de água tratada que é captada em 5 represas (Recanto 1, 2 e 3 e Lopes 1 e 2). Hoje, o volume reservado de água bruta nas represas é de 56% de um total de 2,5 milhões de metros cúbicos. Caso a época de seca seja prolongada, a outorga de captação da Coden prevê racionamento sempre que esse volume for inferior a 40%.

Segundo a Prefeitura, somente em 2020, a Coden Ambiental investiu R$ 4 milhões, com recursos próprios, em melhorias nos sistemas de água e esgoto. Nos últimos oito anos, foram investidos mais de R$ 50 milhões. A maior parte dos recursos (R$ 37 milhões) foi aplicada na troca da tubulação da rede de distribuição de água, reduzindo o índice de perdas de 45,1% para 26%.

De acordo com o Serviço Nacional de Meteorologia, o estado de São Paulo enfrenta a pior seca em 91 anos. Recente levantamento realizado pelo UOL Notícias confirma essa realidade, mostrando que pelo menos 14 municípios do interior paulista já praticam algum tipo de racionamento de água, o que está afetando cerca de 2 milhões de pessoas. “O nosso objetivo é fazer o máximo possível para que a estiagem, mesmo que prolongada, não afete o abastecimento. Para isso, contamos também com a conscientização da população em não desperdiçar água “, afirmou o diretor técnico da Coden, Rean Gustavo Sobrinho.