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Santa Rosa concentra mais da metade dos criadouros de dengue recolhidos em Nova Odessa

O Jequitibás foi o segundo em volume de criadouros, com cinco caminhões removidos

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Agentes do Setor de Zoonoses da Prefeitura de Nova Odessa vistoriaram 2.881 imóveis nos primeiros cinco meses de 2020, de acordo com balanço divulgado nesta quarta-feira (3) pela Secretaria de Saúde do município. Em arrastões realizados aos sábados, foram recolhidos 35 caminhões lotados de potenciais criadouros do mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão de arboviroses como a dengue, a zika e a chikungunya.

Entre janeiro e maio, segundo o levantamento, foram feitos sete grandes mutirões nos bairros Mathilde Berzin, Parque Fabrício, Jardim Santa Rosa, Maria Raposeiro Azenha, Residencial Jequitibás, Jardim Bela Vista e Triunfo. O Santa Rosa foi o campeão de materiais inservíveis recolhidos. Foram 18 caminhões retirados – 51,4% do total – de 1.221 imóveis. O Jequitibás foi o segundo em volume de criadouros, com cinco caminhões removidos.

“Temos encontrado de tudo nos quintais. Pneus, tambores com água, lonas, garrafas de vidro e uma série de objetos descartados, sem uso, com grande potencial para a proliferação do Aedes. Em algumas casas, encontramos até larvas do mosquito”, explicou a coordenadora do Setor de Zoonoses, a veterinária Paula Faciulli.

No próximo sábado (6), o Jardim Bela Vista recebe a segunda etapa do mutirão, iniciado no sábado passado (30), com a retirada de um caminhão de materiais de 238 casas do bairro.

Além dos arrastões aos sábados, com a participação de 12 funcionários da Prefeitura, o município desenvolve ações durante os outros seis dias da semana. São realizados trabalhos casa a casa, intensificados por conta da pandemia do novo coronavírus, e BCC (Bloqueio de Controle de Criadouros, no qual os agentes buscam pessoas com sintomas de dengue), em bairros com casos confirmados da doença.

“Pedimos aos moradores que colaborem, eliminando objetos que não estão mais sendo usados e possam reter água, mantendo tambores e outras formas de reservação sempre cobertos e aplicando desinfetante uma vez por semana nos ralos do quintal, que também podem se tornar criadouros”, alertou a coordenadora do Setor de Zoonoses.

No ano passado, foram visitados mais de sete mil imóveis em 24 sábados de trabalho. Foram recolhidos aproximadamente 60 caminhões de potenciais criadouros em 17 bairros percorridos. “É um trabalho ininterrupto que é fundamental para que possamos conter a proliferação da dengue no município”, avaliou o secretário de Saúde, Vanderlei Cocato.