Prefeitura de Nova Odessa realiza mais de 4 mil castrações gratuitas de animais desde 2013

Dados foram apresentados durante debate na Câmara com vereadores e protetores de animais

A Prefeitura de Nova Odessa realizou 4.093 castrações gratuitas de animais domésticos (cães e gatos) de famílias de baixa renda, em clínicas conveniadas ou por meio de campanhas públicas, desde o ano de 2013. Os dados foram apresentados na segunda-feira (dia 9) durante debate realizado na Câmara para discutir ações desenvolvidas pela Administração Municipal em prol dos animais.

A ocasião foi convocada pelo vereador Avelino Xavier Alves, o Poneis (PSDB), contando com a presença do chefe de Gabinete da Prefeitura, André Faganello, da médica veterinária e responsável pelo Setor de Zoonoses, Paula Facciuli, do presidente da AAANO (Associação dos Amigos dos Animais de Nova Odessa), Carlos Pinoti, e de Eva Siqueira Clemente, defensora da causa animal na cidade.

Faganello trouxe dados levantados pelo Setor de Zoonoses com relação às castrações feitas em felinos e caninos nos últimos anos. Em 2006 foram 153 procedimentos, além de 72 em 2007, 353 em 2008, 194 em 2009, 536 em 2010, 374 em 2011 e 234 no ano de 2012, totalizando 1.916. Na gestão do prefeito Benjamim Bill Vieira de Souza (PSDB), desde 2013, foram feitas 4.093 castrações.

No ano de 2013 foram 986 cirurgias, além de 978 em 2014, 203 em 2015, 526 em 2016, 360 em 2017, 460 em 2018 e 580 no ano passado. “Antigamente as castrações eram realizadas nas escolas. Dava um impacto aparente maior junto à população, porque em um final de semana castrava 100 animais de uma vez”, explica a veterinária Paula Facciuli, há 17 anos servidora municipal em Zoonoses.

“O trabalho era realizado através da contratação de empresa via licitação, normalmente de fora. Mas ocorria muitas vezes de dar complicações no pós-operatório e arrebentar pontos nos animais”, relata. “Aí, por determinação do prefeito (Bill) passamos a dar oportunidade aos veterinários e clínicas da cidade. Eles cuidam dos animais se der problema no pós-operatório”, ressalta Facciuli.

Os próprios veterinários da cidade passaram a realizar os procedimentos, por meio de parceria com a Prefeitura. “Nos últimos anos os procedimentos são feitos somente em clínicas, não mais em escolas, também por questões sanitárias”, acrescenta a responsável do Setor de Zoonoses. O debate na Câmara abordou ainda campanhas educativas, microchipagem, subvenções e o canil/gatil.