Nova Odessa tem o maior índice de desemprego da microrregião

De acordo com levantamento da ACIC (Associação Comercial e Industrial de Campinas), município tinha, em maio, 7.037 moradores desempregados; 2º maior volume da RMC

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Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
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Nova Odessa registrou o maior índice de desemprego entre os municípios da microrregião e o segundo mais elevado da RMC (Região Metropolitana de Campinas), em maio, em relação à PEA (População Economicamente Ativa). A taxa no referido mês foi de 16,44%, o que representa 7.037 moradores desempregados na cidade. A análise foi realizada pelo economista e diretor da Associação Comercial e Industrial de Campinas (ACIC), Laerte Martins.

Das 20 cidades da Região Metropolitana de Campinas, a metade registrou índices de desemprego acima dos 10% em maio de 2021. O maior índice de desemprego foi registrado em Valinhos, cujos 18.071 desempregados representam 23,16% da PEA. Em seguida está Nova Odessa, com 16,44%, Paulínia, com 14,97% (10.976), e Jaguariúna, com 14,6% (8.073). Também registraram índice de desemprego acima de 10% os municípios de Santo Antônio de Posse (12,88%), Vinhedo (12,75%), Morungaba (12,65%), Campinas (12,23%), Itatiba (11,74%) e Americana (10,415). O menor índice de desemprego em maio de 2021, na RMC, foi registrado em Engenheiro Coelho (0,68%), com 70 trabalhadores desocupados.

A população da RMC, com base na estimativa do IBGE 2020, é de 3.304.338 habitantes, dos quais 2.098.223 representam a População Economicamente Ativa (874.581 empregos formais e 1.100.141 informais), de acordo com o CAGED. Desta PEA o desemprego atinge 10,59%, ou 222.231 trabalhadores.

No início do mês, o JNO mostrou que a criação de empregos em maio, embora positiva pelo quinto mês consecutivo, perdeu força e o saldo entre as contratações e as demissões no mês de maio foi 38% menor em relação a abril, de acordo com dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). A diferença entre as admissões e os desligamentos ficou em 52 postos de trabalho, contra 84 no mês imediatamente anterior.

Contudo, na comparação com maio de 2020, o resultado é muito melhor, já que naquele mês do ano passado, o saldo ficou negativo em 390 postos de trabalho. Só que o resultado de maio de 2021 pode significar um freio na retomada econômica em Nova Odessa, já que o saldo em janeiro foi de 165, 366 em fevereiro, 27 em março e 84 em abril. As expectativas de retomada para boa parte dos analistas estão bastante ancoradas no avanço e eficácia da vacinação contra a Covid-19.

 

OUTRO LADO

Procurada para comentar o índice de desempregado divulgado pela ACIC, a prefeitura disse que, na análise da Secretaria Municipal de Desenvolvimento, o estudo “mostra claramente que, de forma geral, as cidades menores sofrem os maiores impactos da crise econômica causada pela pandemia. Além disso, seus setores produtivos também demoram mais para “reagir” e voltar a crescer”.

Ainda segundo a pasta, no que cabe à Prefeitura de Nova Odessa, “estamos colocando em prática um amplo programa municipal de incentivo à atração de empresas e geração e empregos e renda. Este programa teve início com o Programa NOS (Nova Odessa Solidária) de auxílio emergencial municipal (que tem impactos positivos diretos no Comércio local), e segue pela preparação da nova Casa do Empreendedor, que vai reunir em um único local diversos serviços a empresas, autônomos e trabalhadores hoje “espalhados” pela cidade”

A prefeitura disse ainda que deverá anunciar “muito em breve” um programa de auxílio emergencial aos micro e pequenos empresários de Nova Odessa, em parceria com uma importante cooperativa de crédito e serviços financeiros.