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Nova Odessa fecha o 1º trimestre com o pior saldo de empregos da região

De acordo com os dados do governo federal, entre janeiro e março deste ano, foram registradas 3.212 admissões em Nova Odessa, contra 2.655 demissões no mesmo período

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Dois mil e vinte e um não começou bem para Nova Odessa quando o assunto é geração de empregos. Após encerrar o ano passado com o melhor resultado entre todas as 20 cidades da RMC (Região Metropolitana de Campinas), o município administrado pelo prefeito Cláudio José Schooder (PSD) fechou o primeiro trimestre com o pior saldo de empregos – que é a diferença entre as contratações e as demissões – entre os municípios vizinhos (Americana, Hortolândia, Santa Bárbara e Sumaré). É o que mostram os números divulgados nesta semana pelo novo Caged, do Ministério da Economia.

De acordo com os dados do governo federal, entre janeiro e março deste ano, foram registradas 3.212 admissões em Nova Odessa, contra 2.655 demissões no mesmo período, o que resultou em um saldo de 557 postos de trabalho. Embora esteja no “azul”, o saldo ficou bem abaixo em relação as demais cidades da microrregião. Americana, por exemplo, registrou saldo positivo de 2.855 vagas e teve o melhor resultado, seguida de Sumaré (1.284), Santa Bárbara d’Oeste (1.284) e Hortolândia (908).

SÓ MARÇO

A situação de Nova Odessa não se altera quando são analisados apenas os números de março. No mês passado, foram contratados 938 trabalhadores na cidade, mas, ao mesmo tempo, 909 perderam o emprego, o que gerou um saldo de apenas 29 vagas. O resultado também foi o pior da microrregião. Americana, mais uma vez, foi o destaque regional, com saldo de 933 vagas em março. Na sequên-cia aparecem Hortolândia (211), Santa Bárbara (155) e Sumaré (138). Os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgados na quarta-feira, consideram apenas os trabalhadores com carteira assinada, ou seja, não inclui os informais. Com isso, não são comparáveis com os números do desemprego, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), coletados por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Continua (Pnad). Os números do Caged são coletados das empresas e abarcam o setor privado com carteira assinada, enquanto que os dados da Pnad são obtidos por meio de pesquisa domiciliar, e abrangem também o setor informal da economia.

RESPOSTA

Questionada sobre o assunto, a assessoria de comunicação da Prefeitura enviou a seguinte nota: “Uma das principais bandeiras do atual governo é a viabilização de empreendimentos que gerem emprego e, consequentemente, renda para o cidadão novaodessense. Em breve vamos criar a Casa do Empreendedor, que vai fortalecer o vínculo com as empresas. Também está no planejamento criar algumas vocações econômicas próprias para incrementar na formalização de novas vagas de trabalho. Estamos participando de algumas iniciativas como a vinda de novos cursos de capacitação profissional e até de iniciação empreendedora, como é o caso do JEPP (Jovem Empreendedor Primeiros Passos) aula extracurricular que será oferecida aos alunos da rede pública municipal em parceria com o Sebrae. Também já anunciamos uma empresa para a cidade neste primeiro trimestre e outras deverão ser anunciadas ao longo do ano”.