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Nova Odessa está entre as cidades da RMC que menos retiram água de rios e represas

Desse total, conforme o levantamento, 171,6 litros (51,4%) são usados no abastecimento da população, 152,3 (45,6%) na indústria e o restante, na área rural e no uso animal

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Um relatório divulgado pela ANA (Agência Nacional de Águas) aponta que Nova Odessa está entre os municípios da RMC (Região Metropolitana de Campinas) que menos retiram água de rios e represas. De acordo com o “Manual de Usos Consuntivos da Água no Brasil”, um panorama das demandas pelos recursos hídricos em todos os municípios brasileiros, Nova Odessa retira 333,6 litros de água por segundo de seus mananciais. Desse total, conforme o levantamento, 171,6 litros (51,4%) são usados no abastecimento da população, 152,3 (45,6%) na indústria e o restante, na área rural e no uso animal.

Com uma das gestões hídricas mais eficientes do grupo metropolitano, conforme apontam pesquisas realizadas pelo Instituto Indsat (Indicadores de Satisfação dos Serviços Públicos) e classificação de performance feita pela IWA (Associação Internacional da Água), Nova Odessa é o 9º município que menos retira água de mananciais entre os 20 que compõem a RMC. Campinas, com 3,78 mil litros por segundo, Paulínia, 3,5 mil, e Sumaré, 1,35 mil, lideram o ranking regional de retirada de água de rios e reservatórios, segundo relatório feito pela ANA, com base em números de 2017 do Sistema Nacional de Informações sobre Recursos Hídricos (SNIRH).

O prefeito Benjamim Bill Vieira de Souza, presidente do Consórcio PCJ, entidade intermunicipal responsável pela gestão das bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, credita a eficiência do sistema de abastecimento de água do município, que é gerido pela Coden (Companhia de Desenvolvimento de Nova Odessa) à política de investimentos implementada nos últimos anos.

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“Em seis anos, investimos R$ 50,1 milhões em abastecimento. Estamos trocando toda a rede de distribuição, adquirimos softwares e equipamentos para reduzir as perdas de água tratada, e nosso esforço está dando resultado. Em 2013, retirávamos 17 milhões de litros de água por dia de nossas represas para abastecer a cidade. Hoje, captamos, em média, 14 milhões para atender uma população muito maior”, explica o prefeito Bill.

A redução de perdas citada pelo prefeito tem sido o grande trunfo do município para aumentar a eficiência do sistema. Com troca de tubulações e investimentos em tecnologia, a Coden reduziu o índice de perdas de água tratada de 45,1% em 2013 para 26% em 2018.

USO DA ÁGUA NO BRASIL. O relatório elaborado pela ANA aponta que, a cada segundo são utilizados, em média, 2,083 milhões de litros de água no Brasil. Em 1931, eram apenas 131 mil litros, 6,3% do uso atual. Elaborado com a mesma base de dados usada na construção do Plano e do Programa Nacional de Segurança Hídrica, que será lançado em breve, o estudo reúne dados compilados entre 1931 e 2017, além de estimativas da retirada e usos de água em estados e municípios até 2030. Segundo a agência, o levantamento é uma ferramenta importante para a orientação das ações de planejamento e gestão de recursos hídricos no país.

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