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Justiça condena mulher que jogou soda cáustica em policiais no Jardim Terranova

Suzy Herman terá que cumprir 7 anos de prisão em regime semiaberto por lesão corporal; caso aconteceu em dezembro de 2020, quando PM’s foram atender ocorrência no bairro

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A Justiça de Nova Odessa condenou Suzy Herman a 7 anos de prisão em regime semiaberto. Ela confessou ter jogado soda cáustica em dois policiais militares que atendiam a um chamado para pôr fim a uma briga entre vizinhos no Jardim Terranova. A mulher, de 47 anos, se entregou à polícia dias depois do crime. Na ocasião, houve um tumulto entre os moradores da casa onde a agressora reside e vizinhos e, enquanto eles tentavam encerrar a confusão, a mulher jogou soda cáustica nos policiais.

Os militares foram levados ao Hospital Municipal de Nova Odessa mas, por causa da gravidade dos ferimentos e queimaduras, foram transferidos para o Hospital das Clínicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Um deles, inclusive, teve que passar por cirurgia em um dos olhos. Suzy confessou o crime e foi levada para o Presídio Feminino de Campinas, onde permanece presa.

RELEMBRE O CASO

Os policiais Héber e Oliveira foram atender a uma ocorrência de desinteligência familiar em uma casa na Rua da Amizade. No local, houve um tumulto entre os moradores da residência e vizinhos. Assim que chegaram, os militares foram ameaçados por pelo marido de Suzi e, posteriormente, atacados por ela. A mulher jogou soda cáustica no rosto dos PMs, atingindo principalmente os olhos. Os policiais conseguiram chamar apoio de demais equipes e foram socorridos até o hospital de Nova Odessa.

A defesa de Suzy – que vai recorrer da sentença – tentou por duas vezes a sua libertação ao longo do processo alegando excesso de prazo na prisão, o que foi negado pela Justiça. “Os crimes deixaram duras consequências para os policiais militares vítimas diretas das lesões. Com relação ao policial Ronaldo, o crime resultou em incapacidade para as atividades habituais por mais de 30 dias e pela debilidade da visão, com deformidade estética permanente e, com relação ao policial Heber, incapacidade para as atividades por mais de 30 dias. Com efeito, a ré utilizou de meio insidioso ou cruel na prática do delito, qual seja, soda cáustica, conforme comprova laudo pericia”, traz trecho da sentença da juíza Michelli Chamgman.