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Instituto da Secretaria de Agricultura tem ovelhas, em gestação, mortas e furtadas

As ovelhas estavam para parirem cordeirinho na próxima semana

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Ovelhas no final de gestação foram mortas e furtadas, na madrugada de hoje, 27, de dentro do Instituto de Zootecnia (IZ/APTA), órgão vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. Para realizar o furto, foram cortaram cercas, de uma área de pastagem, localizadas na lateral da ciclovia na Rodovia Astrônomo Jean Nicolini, no Centro de Nova Odessa (SP). Os animais faziam parte de diversos experimentos de pesquisa do IZ em parceria com outras Instituições da área, e principalmente de um novo estudo muito importante para nutrição animal.

“Os ladrões cortaram alambrados e adentraram mais de 100 metros de mata para chegarem até as instalações da Unidade de Ovinos do IZ, onde ficavam as ovelhas. Os animais foram mortos na unidade e no chão foi possível observar que as ovelhas foram arrastadas pelo mesmo caminho que entraram. Também foram encontradas cinco poças de sangue onde mataram as ovelhas prenhes, não foram deixadas vísceras ou qualquer outra parte das ovelhas”, detalha Ricardo Lopes Dias da Costa, pesquisador responsável pelo projeto.

O pesquisador ressalta que os animais do IZ, mortos no campo e, certamente, levados e acondicionados sem qualquer higiene ou refrigeração, podem apresentar riscos ao consumo humano, pois o abate é clandestino sem os devidos cuidados sanitários [sem inspeção sanitária e análise do produto]. “O risco de contaminação bacteriana é altíssima, somente um frigorífico, apresentaria garantias de higiene, a carne receberia avaliações por meio de diferentes mecanismos de controle e por representantes de órgãos de inspeção”, explica Ricardo.

O pesquisador disse que tomaram conhecimento do furto logo pela manhã, no plantão de trabalho deste sábado, quando iniciaram o manejo dos animais para alimentação. Eram ovelhas das raças Dorper, Santa Inês e ovelhas mestiças, que estavam na última semana de gestação, próximas a parirem cordeiros que fariam parte de projetos de estudos em parceria com outras instituições de pesquisa científica.

Com a morte dos animais, os prejuízos financeiros e a perda de dados para estudos futuros são imensuráveis, pois os cordeiros, que nasceriam na próxima semana, fariam parte da continuidade de uma pesquisa desenvolvida com forrageiras alternativas para alimentação animal.

“Há prejuízos para os resultados dos experimentos e para a sociedade, sabendo-se que somos uma Instituição Pública e nossos trabalhos visam sempre atender demandas de produtores rurais, que consequentemente atendem um mercado consumidor do produto de alta qualidade”, declara Ricardo.