Índice de perdas de água potável de Nova Odessa é menor que o de 26 estados

Se fosse um estado, o Paraíso do Verde estaria no topo do ranking nacional, conforme aponta o levantamento

Nova Odessa está entre os municípios com os menores índices de perdas de água potável do país, de acordo com estudo divulgado nesta quarta-feira (5) pelo Instituto Trata Brasil, Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) formada por empresas que atuam no setor de saneamento e proteção aos recursos hídricos. No município, 26 em cada 100 litros de água captada e tratada para o consumo ficam pelo caminho, devido a vazamentos, fraudes , entre outros problemas. A média de perdas no Brasil é de 38%.

Com base em dados do SNIS (Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento), ano-base 2017, o estudo “Perdas de água 2019 – Desafios para disponibilidade hídrica e avanço da eficiência do saneamento básico” abordou todos os estados brasileiros, o Distrito Federal e analisou as 100 maiores cidades brasileiras. Se colocada entre elas, Nova Odessa ocuparia a 15ª colocação, à frente de capitais como Curitiba (com índice de perdas de 26,16%), Porto Alegre (28,46%), Recife (61,11%), Macapá (62,15%), São Luís (63,53%), Cuiabá (65,89%), Boa Vista (69,33%), Manaus (74,62%) e Porto Velho (77,11%).

Se fosse um estado, o Paraíso do Verde estaria no topo do ranking nacional, conforme aponta o levantamento feito em parceria com a GO Associados, consultoria especializada em saneamento básico. Com IPD (Índice de Perdas na Distribuição) de 26% aferido em 2018 – segundo dados do CCO (Centro de Controle Operacional) da Coden (Companhia de Desenvolvimento de Nova Odessa), responsável pelos serviços de água, esgoto e manejo de resíduos sólidos – o município dividiria a primeira colocação com Goiás, com o mesmo percentual, deixando para trás as outras unidades da federação.

O estudo ainda avalia perdas de faturamento dos municípios em função do desperdício de água tratada e cita investimentos necessários para a mudança do quadro, como troca de tubulações, conexões, ramais, ampliação de ações contra fraude e troca de hidrômetros. Os dados revelam que 70% das cidades consideradas no estudo tiveram perdas de faturamento superiores a 30% por conta da gestão ineficiente.

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Para o prefeito Benjamim Bill Vieira de Souza, o estudo reforça a importância de estados e municípios ampliarem o combate às perdas. “Nova Odessa é um exemplo disso. Nos últimos seis anos, investimos mais de R$ 50 milhões na modernização de todo nosso sistema de abastecimento de água. Já trocamos mais de 50 quilômetros de tubulação, 11 mil hidrômetros, adquirimos novos softwares e equipamentos que têm nos ajudado na gestão. Com isso, reduzimos nosso índice de 45,1% para 26%”, explicou Bill.

EFICIÊNCIA

Com a modernização da rede, Nova Odessa está entre as cidades da RMC (Região Metropolitana de Campinas) que menos retiram água de rios e represas, segundo o “Manual de Usos Consuntivos da Água no Brasil”, divulgado em abril pela ANA (Agência Nacional de Águas). Em 2013, a Coden tratava 17,5 milhões de litros de água por dia para atender 55,2 mil habitantes, segundo população estimada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Hoje, com o sistema otimizado, a companhia consegue atender 59,3 mil pessoas, tratando três milhões de litros a menos.

O desempenho elevou a cidade à categoria de “país desenvolvido” no controle de perdas de água tratada, segundo classificação feita pela IWA (Associação Internacional da Água – IWA, sigla em inglês). Se fosse uma nação, o município estaria entre as dez que menos perdem água tratada no processo de distribuição.