Índice de infestação de larvas do Aedes aegypti cai em Nova Odessa

De acordo com o último dado, em apenas 2,5% dos imóveis visitados foram encontradas larvas do mosquito

O índice que mede a infestação do mosquito Aedes aegypti apresentou redução em Nova Odessa, de 3,2 em dezembro para 2,5 em abril, segundo o Liraa (Levantamento do Índice Rápido do Aedes aegypti) divulgado nesta semana pelo Ministério da Saúde. Isso demonstra que as ações de combate realizadas pela Prefeitura contra o transmissor da dengue, zika, chikungunya e febre amarela estão sendo eficazes. De acordo com o último dado, em apenas 2,5% dos imóveis visitados foram encontradas larvas do mosquito.

 “O Liraa permite verificarmos se estamos correndo risco de casos ou se a proliferação do mosquito transmissor está controlada. Temos, ainda, que levar em consideração que as condições climáticas desta época são altamente favoráveis à reprodução”, destaca o secretário de Saúde, Vanderlei Cocato.

LIRAA.

Para o cálculo do Liraa, são sorteadas casas de duas quadras de cada bairro, garantindo que todos sejam visitados, onde são colhidas amostras para verificar a existência de larvas do mosquito. A padronização do Ministério da Saúde recomenda infestação mínima de até 1% para evitar epidemia. “No entanto, a densidade encontrada atualmente no município não é considerada de alto risco. O índice apurado revela que, a cada 100 imóveis visitados, em mais de dois foram encontradas larvas”, explicou Cocato.

Segundo a responsável pelo setor de Zoonoses, Paula Faciulli, reforça a necessidade de a população continuar colaborando nesta “guerra”. “Nós temos uma equipe de 11 agentes que percorrem as ruas diariamente em ações casa a casa e operações como arrastões aos sábados. Infelizmente sofremos com a falta de colaboração diante das inúmeras ações realizadas”, frisou.

Para a enfermeira Paula Mestriner, da Vigilância Epidemiológica, com a divulgação do aumento de casos e registros de óbitos na região, a tendência é que a população reduza a quantidade de criadouros e passe a colaborar de forma mais ativa. “Quando há aumento de casos, população fica mais atenta com os seus quintais. Mas é só passar a época de maior transmissão que o povo esquece e volta a subir esse índice”, destacou ela.

CONTRIBUIÇÃO

A população pode contribuir com a prevenção, eliminando adequadamente vasilhames, garrafas, pratos de vasos de plantas, latas, pneus velhos e bromélias – coisas que podem armazenar água limpa e parada, evitando assim que as fêmeas do mosquito depositem os ovos que se transformam nas larvas do mosquito transmissor. Apesar de menos prováveis, também podem servir como criadouros da larva do Aedes aegypti locais como caixas de isopor, caixas de leite, garrafas de todos os tipos, latas, sacolas plásticas, vidros de remédios, baldes, vasos sanitários, box de banheiro, motor de geladeira (antigas), galões de água, calhas, caixas d’água e outros.

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Nova Odessa realiza, durante todo o ano, ações e campanhas de prevenção como operação casa a casa para vistoria e retirada de criadouros, arrastões aos sábados e projeto ininterrupto nas escolas (que inclui distribuição de folhetos na cidade, teatros, atividades teóricas e práticas, além de outros). Em 2017, a Vigilância em Saúde realizou 21 mil visitas em ações de combate à dengue em Nova Odessa. Ano passado, foram contratados novos agentes para intensificar o combate e esse número chegou a quase 30 mil.

Já em 2019, o cronograma de ações de trabalho foi intensificado na campanha Todos Contra o Mosquito que envolveu as secretarias municipais e servidores para conscientização e combate em 10 dias de um extenso cronograma, com um mutirão de ações na região dos bairros Alvorada e Capuava.

Desde 2015, Nova Odessa tem uma lei que aumentou os valores da multa aos moradores flagrados com focos do mosquito da dengue dentro das casas. A legislação também autoriza a entrada de agentes de saúde em casas fechadas e prevê multas para quem impedir a entrada dos agentes designados ao combate do Aedes aegypti. As multas são previstas de acordo com a quantidade de criadouros. O valor varia de R$ 77,10, na penalidade mais leve, até 25,7 mil, na gravíssima. Em casos de autuação de empresas, a multa nunca será inferior a 10 Unidades Fiscais do Estado de São Paulo (Ufesps), ou o equivalente a R$ 275. Os valores serão duplicados em casos de reincidência.

O município possui, ainda, EcoPonto para descarte de diversos tipos de resíduos, LEVs (Locais de Entrega Voluntária) e PEV (Ponto de Entrega Voluntárias) para descarte exclusivo de materiais recicláveis. O EcoPonto de Nova Odessa fica no Jardim Monte das Oliveiras. O funcionamento é de segunda a sexta-feira das 7h às 17h30, aos sábados das 7h às 17h30 e aos domingos das 7h às 13h. A cidade possui ainda três LEVs no Parque Izidoro Bordon, Bosque Manoel Jorge e na Rua Manaus, no Jardim São Jorge, e um PEV na Praça Central José Gazzetta, que funcionam 24h.

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