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ETA 2 põe Nova Odessa em sintonia com o Plano Nacional de Segurança Hídrica

Nova Odessa deu um grande passo para garantir o abastecimento da população novaodessense pelos próximos anos

Ao iniciar a construção da ETA (Estação de Tratamento de Água) Santo Ângelo, por meio da Coden (Companhia de Desenvolvimento de Nova Odessa), a Prefeitura de Nova Odessa deu um grande passo para garantir o abastecimento da população novaodessense pelos próximos anos. A obra, iniciada em janeiro na região do Pós-Anhanguera, coloca a cidade em sintonia com o Plano Nacional de Segurança Hídrica (PNSH), lançado esta semana, em Brasília, pelo Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) e a Agência Nacional de Águas (ANA).

“Estamos administrando Nova Odessa para o futuro. Desde 2013, não paramos de investir e pensar em novas formas de produzir água nova. Investimentos na recuperação de nascentes, no combate às perdas no sistema de abastecimento e, agora, estamos construindo nossa segunda estação de tratamento de água. Nosso plano de segurança hídrica está em execução há seis anos”, comentou o prefeito Benjamim Bill Vieira de Souza.

A ETA Santo Ângelo está orçada em R$ 2,7 milhões e deve entrar em funcionamento no segundo semestre de 2020. Ela terá capacidade para tratar 3,6 milhões de litros de água por dia, vai beneficiar diretamente 11 bairros e aumentará a capacidade de tratamento de água do município para 105 mil moradores.

Atualmente, a estação de tratamento de água do município trata, em média, 14,5 milhões de litros por dia para atender uma população de 59,4 mil habitantes. Localizada no Jardim Bela Vista, a unidade é responsável pelo abastecimento de 100% dos imóveis dos bairros urbanos e pela maior parte do abastecimento das chácaras de veraneio do município.

INVESTIMENTOS

Com mais de R$ 50 milhões em investimentos nos últimos seis anos, a Coden reduziu o índice de perdas de água tratada no sistema (água que se perde entre os reservatórios e as residências) de 45,1% em 2012 para 26% em 2018 e ampliou a disponibilidade de água na rede. Em 2013, a empresa tratava 17,5 milhões de litros de água por dia para atender toda a cidade. Hoje, a companhia consegue atender uma população maior tratando 3 milhões de litros a menos.

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Essa eficiência foi comprovada em relatório divulgado este mês pela ANA. Segundo o “Manual de Usos Consuntivos da Água no Brasil”, que traz um panorama das demandas pelos recursos hídricos em todos os municípios brasileiros entre 1931 e 2030, Nova Odessa está entre as cidades da RMC (Região Metropolitana de Campinas) que menos retiram água de rios e represas.

Para alcançar esse nível, a companhia substituiu 50 quilômetros de redes antigas por tubulação de alta densidade, mais resistente e durável, trocou 6,6 mil ligações residenciais e 11 mil hidrômetros, adquiriu modernos sensores de vazamento e oscilação de pressão e válvulas redutoras de pressão; tudo para ampliar o monitoramento dos sistemas de captação e distribuição e o controle do sistema.

PLANO NACIONAL

Elaborado para diminuir o risco de desabastecimento no país de 50% para 11% até 2035, o Plano Nacional de Segurança Hídrica identifica 99 intervenções necessárias para garantir segurança hídrica a todas as regiões do Brasil. O documento prevê estudos, projetos e obras de barragens, canais, eixos de integração e sistemas adutores, num investimento estimado em R$ 27,5 bilhões.

Entre as obras elencadas no plano nacional estão as barragens Duas Pontes, no Rio Camanducaia, em Amparo, e Pedreira, no Rio Jaguari. Anunciadas pelo Governo do Estado para aumentar a reserva de água na região de Campinas, as intervenções foram iniciadas em março de 2018 pelo Daee (Departamento de Água e Energia Elétrica) e aparecem no documento com prazo de entrega em 2022.