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Criação de emprego perde força em maio

Embora positivo pelo quinto mês consecutivo, o saldo entre as contratações e as demissões no mês de maio foi 38% menor em relação a abril em Nova Odessa, de acordo com dados do Caged

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Dados divulgados pelo governo federal na última quinta-feira, por meio do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), mostram que a criação de emprego perdeu força em Nova Odessa em maio. Embora positivo pelo quinto mês consecutivo, o saldo entre as contratações e as demissões naquele mês foi 38% menor em relação a abril. A diferença entre as admissões e os desligamentos ficou em 52 postos de trabalho, contra 84 no mês imediatamente anterior. Na RMC (Região Metropolitana de Campinas), de acordo com dados do Observatório PUC-Campinas, a criação de novos postos de trabalho tem desacelerado desde abril.

Contudo, na comparação com maio de 2020, o resultado é muito melhor, já que naquele mês do ano passado, o saldo ficou negativo em 390 postos de trabalho. Só que o resultado de maio de 2021 pode significar um freio na retomada econômica em Nova Odessa, já que o saldo em janeiro foi de 165, 366 em fevereiro, 27 em março e 84 em abril. As expectativas de retomada para boa parte dos analistas estão bastante ancoradas no avanço e eficácia da vacinação contra a Covid-19.

“Sem medidas realmente efetivas de proteção da renda e do emprego e sem a aceleração na taxa de vacinação, a retomada da atividade econômica nacional e regional pode ser desnecessariamente lenta, apesar dos resultados positivos do primeiro trimestre”, avalia o Observatório da PUC-Campinas.

Em Nova Odessa, o comércio (38) e serviços (19) foram os dois setores com melhores resultados, Para a economista do Observatório PUC-Campinas, Eliane Rosandiski a indústria ainda não apresenta uma demanda intensa com capacidade para aumentar a produção e o quadro de funcionários. Essa dinâmica tem um impacto no perfil das contratações, trazendo como consequência salários mais baixos, segundo ela.

“A queda do valor do auxílio emergencial e a iminente diminuição salarial dos empregados que optarem pela flexibilização da jornada de trabalho são fatores que põem em risco as condições de manutenção”, avalia.