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Comitê discute avanço da dengue em Nova Odessa

“Nossos agentes não param de encontrar criadouros nas residências, mesmo com campanhas regulares. Precisamos realmente entender que essa é uma doença que mata”, destacou.

O Comitê Intersetorial de Combate à Dengue de Nova Odessa, órgão criado pelo Conselho de Desenvolvimento da RMC (Região Metropolitana de Campinas), se reuniu nesta quarta-feira (30) para discutir o avanço da dengue na cidade. Foram registradas 270 notificações, dos quais 65 foram confirmados. Outros 92 suspeitos foram descartados. Para o secretário de Saúde, Vanderlei Cocato, a questão passa pela conscientização popular. “Nossos agentes não param de encontrar criadouros nas residências, mesmo com campanhas regulares. Precisamos realmente entender que essa é uma doença que mata”, destacou.

Por conta do aumento em 15% na procura por atendimento, inclusive, o fluxo dos pacientes com sintomas da doença, tanto nas UBSs (unidades básicas de saúde) quanto no Pronto-Socorro do Hospital e Maternidade Municipal Doutor Acílio Carreon Garcia, também foi alterado. Uma das preocupações do comitê é justamente oferecer atendimento padrão para os pacientes com suspeita da doença, no PS e nas UBSs, para que não seja necessário se deslocar ao Centro da cidade, em caso de sintomas da dengue.

A evolução da doença é monitorada e, de acordo com a enfermeira Paula Mestriner, coordenadora da Vigilância Epidemiológica, se o paciente apresentar sinais de alarme para dengue, ele precisará permanecer em observação por 24 horas. “Em caso de melhora, terá alta. Se piorar, será internado. Em caso de emergência, buscamos vagas em UTI, através do sistema de regulação”, explicou.

De acordo com o chefe de Gabinete, André Faganello, que coordena o Comitê, as ações têm sido bastante consistentes e diárias. “Nova Odessa está em uma verdadeira guerra contra o mosquito. Desde outubro do ano passado nós estamos empenhados no combate, com diversas ações. Envolvemos todas as secretarias e setores da Prefeitura, abraçamos a campanha da EPTV e seguimos com arrastões e operações no dia-a-dia com a parceria de diversos setores. O poder público está fazendo a parte dele. Nós, como cidadãos, também precisamos fazer a nossa”.

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O Comitê Intersetorial já atua desde 2015, com o objetivo de fazer com que as ações contra o mosquito Aedes aegypti, transmissor não só da dengue, mas também da zika, febre amarela e chinkungunya, sejam realmente efetivadas.  De lá para cá foram contratados mais agentes de endemias, auxiliares, técnicos e enfermeiros. Além disso, a parceria e união com outros setores, como do pessoal e Obras, tem sido fundamental para as ações de fiscalização, combate e retirada de criadouros”, disse o chefe de Gabinete.

Segundo a professora Meria de Jesus Brito, responsável pelo IEC (Informação, Educação e Comunicação), as reuniões ocorrem uma vez por mês no anfiteatro da Prefeitura. “Discutimos a situação do nosso município e também trazemos informações a respeito dos municípios que compõem a RMC, avaliamos as ações do dia a dia e planejamos as ações que devem ser executadas. “Podemos dizer que é um momento de estudos, pois cada membro do Comitê tem o dever de ser um multiplicador junto aos colegas dos setores que trabalham e aos munícipes”, concluiu.

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