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Casos de febre amarela no Brasil preocupa autoridades de saúde

Nova Odessa segue fora da área de transmissão da febre amarela

Ações de prevenção contra a febre amarela estão sendo adotadas em diversas cidades do país, o que tem preocupado muita gente. E a apreensão aumenta devido à morte de macacos, que antecedem a contaminação da enfermidade em humanos.

Desde outubro do ano passado, quando a morte de um desses animais alertou os agentes de saúde sobre a circulação do vírus da febre amarela, já foram notificadas a morte de 67 macacos.

Mas segundo um comunicado da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (SMA), “não é possível informar se todos os óbitos foram ocasionados por febre amarela, uma vez que não foi possível coletar amostras dos que estavam em avançado estado de decomposição”, esclareceu o comunicado da secretaria.

Em Nova Odessa, só no ano passado, foram aplicadas 2.771 doses da vacina. E segundo informação da Vigilância Epidemiológica, o município está fora da área de transmissão da doença. “A Vigilância informou que recebeu ontem um informe da Divisão de Imunização do Estado de São Paulo informando que Nova Odessa segue fora da área de transmissão da febre amarela, portanto, a vacina segue sendo feita apenas nas pessoas que se deslocarão para áreas consideradas de risco”, esclareceu a nota.

Sobre a vacina, a Vigilância informou que é feita mediante agendamento prévio, com aplicação de dose única (sem fracionamento). O agendamento é feito às segundas e terças-feiras telefone 3476-5180, das 8h às 11h e das 13h às 15h. As doses são aplicadas na UBS 5 (jardim Alvorada) às terças e UBS 1 (Centro) às quartas.

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VACINAÇÃO

A forma mais eficaz de se evitar a febre amarela é por meio da vacinação. Apenas uma dose é suficiente para garantir a proteção por toda a vida, de acordo com orientação da Organização Mundial de Saúde.

Desde abril, o Brasil adota dose única de vacina contra a doença para proteção pela vida toda, conforme orienta a Organização Mundial da Saúde (OMS). Antes, a imunização era feita a cada 10 anos. A estratégia do fracionamento em análise ganhou força depois da divulgação de estudos na Comissão Nacional de Imunização, que comprovam que a vacina com doses reduzidas têm efeitos por um prazo maior do que o imaginado. Inicialmente, estimava-se que a vacina fracionada protegeria contra a doença por um ano. Mas o acompanhamento de pessoas que receberam doses menores indica que o efeito protetor se estende por até nove anos.