Carol Moura quer combate à venda e o consumo de narguilé em Nova Odessa

Vereadora pede informações da Prefeitura sobre fiscalização em estabelecimentos

A vereadora Carol Moura (PODE) teve aprovado esta semana na Câmara de Nova Odessa um requerimento no qual pede informações da Prefeitura, através dos órgãos responsáveis, sobre quais ações estão sendo realizadas na fiscalização de estabelecimentos que oferecem narguilé para venda e consumo no local. A parlamentar quer saber dos alvarás e da presença de menores de idade nos locais.

Espécie de cachimbo de água de origem oriental, o narguilé é utilizado para fumar tabaco aromatizado e, ocasionalmente, maconha ou ópio. A caraterística principal é que a fumaça passa pela água antes de chegar ao fumante. No Brasil, é cada vez mais comum os espaços que vendem o ‘famoso’ tchay oferecerem, além da bebida alcoólica, a venda de essência e itens para fumar o narguilé.

Nesses locais é possível alugar o equipamento para consumo próprio. Entretanto, o uso principalmente entre menores de idade está preocupando muitas famílias, assim como o abuso de bebidas alcoólicas entre adolescentes. “Todos fomos jovens um dia e não sou careta. Mas o tabaco pode causar dependência física e psicológica. É um produto que não faz bem aos jovens”, afirma Carol Moura.

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O uso do narguilé pode provocar doenças cardiovasculares e respiratórias, dependência, câncer e impotência. Há estudos que indicam que o narguilé expõe o usuário a um nível muito maior de substâncias tóxicas do que o cigarro. “É um assunto que envolve a Prefeitura, através da Vigilância Sanitária, além do Ministério Público, Conselho Tutelar, Guarda Municipal e Polícia Militar”, acrescenta.

A vereadora cita que alguns municípios estão combatendo a venda e limitando o consumo do narguilé. “Em Americana, por exemplo, a Promotoria da Infância e Juventude tem fechado o cerco aos estabelecimentos comerciais que vendem pra menores de idade”, cita. Carol Moura diz que os donos dos comércios do tipo tabacaria têm “responsabilidade para fiscalizar o consumo das substâncias”.