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Carol Moura defende adoção do projeto “Por uma infância sem racismo” em Nova Odessa

O objetivo é orientar as famílias sobre as maneiras de contribuir para uma infância sem racismo

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A vereadora Carolina de Oliveira Moura, a Carol Moura (Podemos), protocolou na quarta-feira (3) projeto de lei que dispõe sobre a criação do Programa “Por uma infância sem racismo” em Nova Odessa. A proposta ocorre em um momento no qual o mundo todo discute o combate ao racismo, tendo em vista a morte de um homem negro (George Floyd) após violenta ação policial em Minnesota, nos Estados Unidos.

O projeto da vereadora, a ser discutido e votado em breve, é autorizar o Poder Público a fazer parcerias públicas ou privadas para a execução do programa, inserido no planejamento anual. O objetivo é orientar as famílias sobre as maneiras de contribuir para uma infância sem racismo. Além disso, promover a convivência e a integração entre as crianças e adolescentes de todas as origens.

Carol Moura defende a educação para o respeito à diferença, compreendendo que “diversidade enriquece nosso conhecimento”. A vereadora quer, através do programa, demonstrar que a diferença entre pessoas é algo positivo e que toda criança tem o direito de crescer sem ser discriminada. A ideia é esclarecer sobre as formas de discriminação e preconceito – violações de direitos.

Na justificativa do projeto, a vereadora cita que a morte do norte-americano de 40 anos tem causado indignação e comoção em todo o mundo. George Floyd morreu asfixiado no dia 25 de maio, enquanto o policial que o rendeu manteve-se ajoelhado sobre seu pescoço. E muita gente tem ido às ruas para se manifestar contra a atitude interpretada como resultante de um ato racista pelo policial.

O projeto de Carol Moura é inspirado na campanha “Por uma infância sem racismo”, da Unicef, que alerta sobre a necessidade da quebra do ‘círculo vicioso’ do racismo, que dessa forma estimula a criação e o fortalecimento de políticas públicas para as populações mais vulneráveis e fazer com que os avanços sociais sejam uma realidade para todos, independentemente da origem racial ou étnica.

“As escolas são grandes espaços de aprendizagem. Crianças e adolescentes estão aprendendo sobre a história e a cultura dos povos indígenas e da população negra, e de como enfrentar o racismo”, explica Carol Moura. “Ajudar a mudar posturas é uma maneira dos governantes colaborar para a diminuição e, quem sabe um dia, o fim do racismo. Porque ninguém nasce racista”, completa a vereadora.