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Acusado de integrar ‘grupo de extermínio’ tem liberdade negada pela Justiça de NO

Homem teria participado de uma tentativa de homicídio em julho de 2019 na região central da cidade; vítima foi atingida por 4 dos 6 tiros disparados e chegou a ficar preso após alta médica

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A Justiça de Nova Odessa decidiu manter a prisão preventiva de um homem apontado como integrante de um “grupo de extermínio” e que, em julho de 2019, participou de uma tentativa de homicídio em plena luz do dia, na Rua Rio Branco, região central de Nova Odessa. Na ocasião, a vítima – que estava dentro do seu carro – foi atingida por quatro dos seis disparos feitos em sua direção. Em depoimento à Polícia Civil meses após o crime, o rapaz disse que vinha sendo ameaçado após ter denunciado o grupo por crimes como sequestro, extorsão, torturas e homicídios ocorridos na Bahia, depois que um de seus irmãos teria sido assassinado em solo nordestino pelo bando.

Um segundo suspeito de participação na tentativa de homicídio contra o autônomo M.G.Q., de 41 anos, ocorrida às 10h30 do dia 2 de julho de 2019, morreu em abril de 2020 em um acidente automobilístico na cidade de Jaguaré (ES). Segundo as investigações, essa pessoa – que também integraria o “grupo de extermínio” – seria a autora dos disparos contra o autônomo, que foi atingido na boca, na testa, no peito e no ombro. Detalhe que chama a atenção é que a vítima neste caso também chegou a ficar presa após receber alta médica do hospital, uma vez que havia um mandado de prisão expedido pela Justiça do Tocantins contra ele. O autônomo foi solto graças a um habeas corpus dias depois e, em dezembro de 2019, procurou à Polícia Civil de Nova Odessa para contar a sua versão.

Aos policiais novaodessenses, o autônomo afirmou que F.R.D.J teria participação, junto com outras pessoas, no sequestro e morte de seu irmão. O crime aconteceu em Ilhéus, na Bahia. M., então, decidiu colaborar com a polícia daquele Estado e, segundo disse, passou a ser perseguido pelo bando, sendo obrigado a se mudar para Piracicaba. Ele e outros familiares, contudo, acabaram sendo localizados pelos criminosos. No dia em que foi alvo da tentativa de homicídio, o autônomo havia acabado de estacionar o carro na Rua Rio Branco e aguardava pelo retorno de um outro irmão e sua namorada, que foram até uma copiadora. Os bandidos, então, se aproximaram e, sem descer do veículo, fizeram os disparos. O carro foi identificado pelas câmeras de videomonitoramento da Guarda Municipal e ajudaram a polícia a chegar até os autores do crime. F. foi preso em janeiro deste ano na cidade de Paranoá, no Distrito Federal.

“A gravidade do delito é evidente, já que foram disparados 6 tiros e a vítima foi alvejada por 4 deles, os quais atingiram seu lábio, testa, ombro e peito, denotando o menosprezo pela vida humana e periculosidade dos agentes, que, ao que consta, também seguiram a vítima até a comarca de Nova Odessa, tudo a indicar que a prisão deles é necessária para garantia da ordem pública”, traz trecho da decisão da juíza Eliane Cássia da Cruz.