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Moradores do Pós-Anhanguera sofrem com falta de coleta de lixo

A situação preocupa quem vive nos bairros de chácaras pois, além do incômodo com o mau-cheiro, há também risco de proliferação de ratos e insetos

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Da Redação
redacao@jno.com.br

A possibilidade de a PrefeOs moradores do Pós-Anhanguera relatam estão sofrendo com a interrupção do serviço de coleta de lixo nos bairros. A situação preocupa os moradores, pois, além do incômodo com o mau-cheiro, há também risco de proliferação de ratos e insetos. A região é formada pelos bairros de chácaras Acapulco, Las Palmas e Recreio Represa. De acordo com um morador do Acapulco que procurou a reportagem do JNO, mas pediu para não se identificar, a última coleta realizada no bairro aconteceu no dia 26 de dezembro.
“Eles (coleta de lixo) passam de terça e sábado aqui, mas a última vez foi na terça-feira da semana passada (dia 26). Estamos praticamente há 10 dias (sem coleta). Isso é um absurdo”, disse ele, que também encaminhou fotos dos sacos amontoados. “O cheiro é muito ruim e o lixo acaba se espalhando pelas ruas porque os cachorros rasgam os sacos. Se a gente deixa dentro de casa, fica ainda pior”, disse um outro morador do Acapulco. “Estamos abandonados”, completou.
Pelo cronograma divulgado pela Coden Ambiental – empresa de economia mista responsável também pela coleta de lixo na cidade – no final do ano passado, a região do Pós-Anhanguera não seria afetada pelo esquema especial em razão do fechamento do aterro para onde os resíduos são levados. Isso aconteceria apenas com os bairros onde a coleta é realizada às segundas, quartas e sextas-feiras. A reportagem pediu uma posição à Coden sobre a reclamação dos moradores da região do Pós Anhanguera, mas não houve retorno até o fechamento da edição.

LICITAÇÃO
No final do ano passado, o TCE (Tribunal de Contas do Estado) determinou a suspensão da licitação milionária aberta pela Coden Ambiental para escolha da empresa que ficará responsável pela coleta de lixo urbano, coleta seletiva e destinação dos resíduos sólidos pelo prazo de 12 meses. A medida foi tomada depois que a empresa Gathi Serviços de Transportes protocolou representação no órgão fiscalizador, apontado problemas no edital que, segundo ela, prejudicavam a elaboração das propostas.
A Gathi Serviços de Transporte apresentou pedido de anulação da licitação diretamente à Coden Ambiental, mas o pedido foi rejeitado pela empresa de economia mista. No documento, ela alegava, entre outras coisas curto prazo para envio de documentos e ajuste da proposta vencedora; ausência de planilha com todos os custos diretos e indiretos; ausência, no edital, de informações sobre o itinerário, estimativa de quilômetros e locais, quantidade e horários de feiras livres, com as respectivas metragens de serviços de limpeza, prejudicando a correta elaboração de propostas.

IMBRÓGLIO
A licitação para escolha da empresa que ficará responsável pelo serviço de coleta de lixo em Nova Odessa já virou um imbróglio. No final de 2021, a Coden Ambiental lançou um primeiro edital, que foi alvo de diversos questionamentos e representação no TCE feito pela mesma Gathi. Na ocasião, o órgão fiscalizador acatou os apontamentos da empresa e também mandou suspender o certame. O caso se arrastou até março de 2022. Naquela data, a Coden, então, decidiu revogar o edital e prorrogar o contrato vigente.