Paulo Medina
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A investigação sobre as obras de desassoreamento e revitalização do Parque Ecológico Isidoro Bordon, em Nova Odessa, chegou à fase final e aguarda agora a decisão do promotor de Justiça, Carlos Alberto Ruiz Nardy, sobre o procedimento a ser adotado. Segundo a assessoria do Ministério Público, “os autos estão conclusos para o Promotor de Justiça”, que avaliará os desdobramentos da apuração, especialmente caso o município não tenha cumprido as exigências apontadas pela Promotoria durante o acompanhamento das obras, que estão abandonadas desde o ano passado.
Em julho, o Ministério Público cobrou a Prefeitura de Nova Odessa a apresentar um cronograma detalhado das obras no Parque Ecológico, bem como relatórios mensais sobre os serviços realizados e as licenças solicitadas e obtidas. A obra, iniciada para revitalizar o local, se encontra abandonada desde o final do ano passado, e a situação gera insatisfação nos moradores, que veem o espaço de lazer deteriorado e com acúmulo de entulho.
A Promotoria de Justiça emitiu ofício solicitando que a Prefeitura, por meio das Secretarias de Obras e de Meio Ambiente, apresentasse um cronograma atualizado e relatórios que detalhassem as ações realizadas no parque. Além disso, o órgão fiscalizador pediu informações sobre o cumprimento de licenças ambientais e de manejo do zoológico.
Apesar de questionado pela reportagem, o teor das informações prestadas pelo município ao MP não foi informado pela Promotoria.
A responsabilidade pela obra de desassoreamento é da empresa Mauro Terraplenagem e Locação Ltda, contratada pela Prefeitura, recebendo o valor de R$ 129,5 mil pelo serviço. No entanto, a obra foi paralisada sem que os trabalhos fossem concluídos, e a área destinada ao desassoreamento acabou ficando cheia de entulho e materiais inservíveis, deixados pela empresa no local.
O valor total destinado pelo governo do prefeito Claudio Schooder, o Leitinho (PSD), para as obras de revitalização era de R$ 150 mil, e boa parte desse valor já foi desembolsada mesmo sem o cumprimento das metas estabelecidas.
O entulho, utilizado pela empresa para abrir caminhos de acesso ao maquinário na área, ficou no parque sem qualquer remoção ou tratamento desde a interrupção das obras.
PROMESSA
A retomada das obras do Parque Ecológico foi uma das promessas de campanha de Leitinho em 2024. Entretanto, desde o início do projeto, a administração enfrentou atrasos e interrupções, que foram inicialmente atribuídos ao período de chuvas. Em março deste ano, a Prefeitura informou que as obras seriam retomadas “em breve”, mas, até o momento, nenhuma ação concreta foi realizada para reverter o abandono do parque.
Enquanto a cidade aguarda uma decisão do Ministério Público sobre os desdobramentos das investigações, o parque continua em estado de abandono, privando o acesso e a utilização por parte da população.
A Prefeitura nada informou sobre a retomada das obras, bem como os compromissos assumidos com a Promotoria local.