Paulo Medina
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A sensação de insegurança nas imediações do Parque Fortaleza, em Nova Odessa, tem crescido nos últimos meses, à medida que as vias de acesso ao bairro seguem sem iluminação pública. O local sofreu furto de cabos de energia. A escuridão tem preocupado moradores. Há relatos até de uma tentativa de estupro nas imediações do condomínio.
A falta de iluminação nas vias públicas de acesso ao Parque Fortaleza é motivo de reclamações frequentes dos moradores, que relatam sensação de insegurança e risco constante de assaltos.
Em meio ao problema, o vereador Cabo Natal (PP) solicitou que a Prefeitura de Nova Odessa tome providências, indicando que o patrulhamento da Guarda Civil Municipal seja intensificado na região durante a noite, enquanto a iluminação não é restabelecida. O maior patrulhamento na área visa coibir a ação de criminosos que possam aproveitar a falta de visibilidade para cometer assaltos e outros crimes.
“Foi feito um projeto que não é de acordo com a CPFL e hoje aquela comunidade sofre. No futuro tem mais dois loteamentos ali, vão sofrer também. Há uma decisão judicial para que a Prefeitura cumpra, mas a Prefeitura recorre”, afirmou o vereador, que apontou a ocorrência de casos de tentativa de roubo e tentativa de estupro nas imediações.
“A situação é insustentável. É como se não tivéssemos segurança alguma aqui”, relatou um morador que não quis ser identificado. “A escuridão nas ruas faz com que a área seja considerada um ponto de risco, especialmente para quem retorna para casa à noite e para os que fazem atividades físicas”, completou.
Além do pedido de patrulhamento, a população solicita que a Prefeitura viabilize a iluminação pública no local.
Em junho, a Justiça obrigou que a Prefeitura e a CPFL realizassem os reparos necessários na rede de iluminação pública ao entorno do Parque Fortaleza. A ação foi movida pela Associação de Amigos do Loteamento Parque Fortaleza, que alegou que há meses várias lâmpadas de iluminação pública estão apagadas, deixando as ruas às escuras e comprometendo a segurança dos moradores.
A ação judicial foi necessária após diversas tentativas administrativas de resolver o problema não terem surtido efeito, segundo a associação.
OUTRO LADO
Procurada, a CPFL Paulista se limitou a dizer que não comenta “em detalhes processos judiciais em andamento e já se manifestou sobre o assunto nos autos do referido processo”. A Prefeitura não se pronunciou.