Paulo Medina
redacao@jno.com.br
Em pleno Outubro Rosa, mês dedicado à conscientização e prevenção do câncer de mama, o vereador Paulinho Bichof (Podemos) apresentou requerimento a ser votado na sessão desta terça-feira (29) da Câmara Municipal, questionando o prefeito Claudio Schooder, o Leitinho (PSD), sobre a fila de espera para a realização de exames de mamografia na cidade. O pedido busca esclarecimentos do prefeito a respeito das ações da administração pública para garantir o direito à saúde e o acesso aos exames preventivos necessários para a detecção precoce do câncer de mama.
No documento, Bichof destaca a importância de diagnósticos realizados em estágios iniciais da doença, ressaltando que tal medida é importante para aumentar as chances de tratamento bem-sucedido e cura.
O requerimento formaliza a solicitação de informações sobre a situação atual das filas para exames de mamografia em Nova Odessa. Bichof questiona o prefeito sobre o número de mulheres na fila, o tempo médio de espera, a previsão para a redução completa das filas e a quantidade de exames de ultrassom bilateral realizados desde o início de 2023.
Além disso, o parlamentar solicita uma cópia completa da lista de espera, que contém os nomes das mulheres aguardando o exame, bem como outras informações que possam esclarecer a situação e as medidas da Prefeitura para lidar com a demanda.
A Secretaria Municipal de Saúde, em declarações anteriores, havia reconhecido um aumento significativo na demanda por exames de mamografia nos últimos anos. No entanto, até o momento, não houve um comunicado oficial respondendo ao requerimento, que ainda passará por votação entre os vereadores para aprovação de envio ao chefe do Executivo.
O Outubro Rosa tem como objetivo principal conscientizar a população sobre o câncer de mama, incentivando a prevenção e o diagnóstico precoce por meio de exames de rotina. Em Nova Odessa, assim como em várias cidades brasileiras, a campanha intensifica a procura por mamografias, aumentando o fluxo nos serviços de saúde.
As limitações no sistema público, somadas ao aumento da demanda, acabam por criar filas de espera, o que dificulta o acesso ao diagnóstico precoce e, consequentemente, as chances de tratamento bem-sucedido.