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Crime mais chocante de Nova Odessa, execução de Russo completa dois anos

Braço direito do prefeito Leitinho, Marco Barion foi assassinado com 13 tiros na manhã do dia 6 de dezembro de 2021, mas autores do homicídio até hoje não foram identificados pelas autoridades

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Da Redação
redacao@jno.com.br

O crime mais chocante da história de Nova Odessa completará nesta quarta-feira, dia 6 de dezembro, dois anos sem que os autores tenham sido identificados pelas autoridades policiais. Marco Antonio Barion, popularmente conhecido como “Russo”, foi executado com 13 tiros numa emboscada quando saia de sua casa, no Jardim Marajoara. Secretário de Governo, Russo era o braço direito do prefeito Cláudio José Schooder, o Leitinho, e não teve qualquer chance de defesa. O caso – que ganhou repercussão nacional – foi arquivado pela Justiça, a pedido do Ministério Público, em maio deste ano e, de lá para cá, não houve nenhum fato novo que levasse as autoridades a reabrir as investigações.
A reportagem do Jornal de Nova Odessa tentou contato com Talita Monção, viúva de Russo, mas ela não respondeu as mensagens encaminhadas via WhatsApp.
A Polícia Civil diz que o caso foi investigado pela 3ª Delegacia de Homicídios da Deic (Divisão Especializada em Investigações Criminais) de Piracicaba, sob sigilo, e relatada ao Poder Judiciário, mas o caso foi arquivado. O secretário de Governo foi alvo de uma emboscada e executado sem chances de reação. Dois homens aguardavam a saída de Russo dentro de um carro que estava estacionado nas imediações do condomínio onde ele morava. Assim que o veículo do secretário passou pelo local, foi fechado pelo carro onde os assassinos estavam, sendo que um deles desceu com a arma em punho e fez os disparos contra Russo.
EMPRESÁRIO PRESO
E SOLTO
Em junho de 2022, a Justiça determinou a soltura de um empresário de 52 anos, única pessoa presa pela polícia durante as investigações como suspeita de participação no crime, depois de mais de 100 dias encarcerado. Na ocasião da prisão do empresário, a Polícia Civil disse que ele teria sido a pessoa que alertou os executores que Russo estava deixando o prédio onde ambos residiam. No apartamento dele, os policiais também apreenderam cerca de R$ 40 mil em espécie.
Quando aceitou transformar a prisão do empresário, de temporária para preventiva, a Justiça apontou que o suspeito tinha escrito em um caderno os dizeres “serviço do Uno” previsto para 7 de janeiro, 30 dias depois do assassinato. Documentos foram localizados no imóvel do suspeito apontando que ele tinha participação em licitações. Em troca de mensagens com terceiros, o empresário preso se referia a Russo como o “cara que ia dar a obra para nós”.