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Compreensão, Cuidado e Oportunidades para Todos

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Você já ouviu falar em neurodivergência? Embora o termo ainda seja pouco conhecido por muitas pessoas, ele representa algo muito importante: uma forma diferente, e absolutamente legítima, de o cérebro funcionar. Crianças, jovens e adultos neurodivergentes podem ter condições como o Transtorno do Espectro Autista (TEA), TDAH, dislexia, entre outros — cada um com suas características únicas, formas distintas de perceber o mundo e expressar suas emoções, pensamentos e habilidades.
A neurodiversidade nos lembra que não existe um jeito certo de aprender, se comunicar ou interagir. E justamente por isso, acolher, entender e apoiar essas pessoas desde os primeiros anos de vida faz toda a diferença. Desde o nascimento, passando pelo período escolar, até a fase adulta, o suporte adequado pode transformar a jornada de uma pessoa neurodivergente — abrindo caminhos para uma vida plena, ativa e repleta de realizações.
Com cuidado, compreensão e as oportunidades certas, muitos neurodivergentes não apenas se desenvolvem bem, mas surpreendem com talentos extraordinários. É comum vermos crianças com hiperfoco em áreas específicas, uma memória acima da média ou uma sensibilidade especial que, se bem trabalhada, se transforma em uma força incrível. Em muitos casos, esses talentos superam expectativas e mostram que os limites que muitas vezes a sociedade impõe são, na verdade, falta de conhecimento e preparo.
Para isso, é essencial que haja uma rede de apoio real: família, escola, poder público e comunidade. A família é o primeiro acolhimento, o espaço de segurança e incentivo. A escola precisa estar preparada, com profissionais capacitados e estratégias inclusivas que respeitem o ritmo e a forma de cada aluno aprender. O governo tem o papel fundamental de garantir políticas públicas, acesso a terapias e uma educação inclusiva e de qualidade. E a sociedade como um todo precisa desenvolver empatia, respeito e compromisso com a diversidade.
Reconhecer o valor das pessoas neurodivergentes é um passo essencial para construirmos uma sociedade mais humana e justa. Todos têm algo a ensinar e a contribuir — e é dever de todos nós abrir caminhos para que isso aconteça.
Neurodivergência não é limitação. É diferença. E toda diferença merece ser respeitada, valorizada e incluída.
Com respeito e carinho,

Juçara Rosolen