Da Redação
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Embora não tenham sido de grande intensidade, as chuvas registradas no final do ano passado e no início deste serviram para agravar ainda mais a situação da ponte milionária construída pela Prefeitura de Nova Odessa na Rua Sigesmundo Anderman, próximo ao Parque Linear do bairro 23 de Maio, o que mostra a fragilidade da obra feita sem licitação e ao custo de quase R$ 1,4 milhão.
O guarda-corpo da ponte apresenta trincas e parte da calçada já foi engolida pelo buraco aberto com a força da água. Nem mesmo os cavaletes colocados pela prefeitura para sinalizar que o local oferece risco aos pedestres foram poupados e também já estão dentro do buraco. O asfalto também está sendo destruído aos poucos, trazendo insegurança aos motoristas que trafegam pelo local.
“Tá perigoso sim. A gente passa aqui de teimoso mesmo, mas tá perigoso sim”, admitiu o entregador João Augusto Dourado, que passava pelo local no momento em que a reportagem do JNO fazia imagens da ponte nesta segunda-feira. “Será que ninguém está vendo que o problema só aumenta? Não adianta colocar faixinhas ou cavaletes, tem que arrumar de uma vez. Será que estão esperando o pior acontecer?”, questionou o mecânico Djalma Carneiro, que mora nas proximidades. A reportagem do JNO solicitou uma posição da prefeitura sobre os problemas na obra e se será feito um trabalho de recuperação definitivo na ponte, mas não houve resposta até o fechamento da edição.
MEDIDAS PALIATIVAS
Em outubro do ano passado, também por causa das chuvas, boa parte da calçada e do muro de contenção desmoronaram. A obra é bastante polêmica, já que “afundou” às vésperas da inauguração, quando as chuvas que atingiram a cidade foram de maior intensidade. Na ocasião, o asfalto e bocas de lobo afundaram, o guarda-corpo apresentou inúmeras e grandes trincas e houve o desmoronamento do muro de contenção. Tubos de concreto e muito entulho foram parar dentro do Córrego Capuava.
Quando os primeiros problemas na ponte milionária foram registrados, a reportagem do Jornal de Nova Odessa encaminhou as imagens para um engenheiro. “Olhando assim, não dá para saber ao certo tratar-se de falha no projeto ou na execução dos serviços, mas com toda certeza houve negligência na fiscalização do setor de engenharia da prefeitura e falta de cobrança do prefeito para com seus subordinados. A verdade é que o local apresenta problemas de afundamento do asfalto e da boca de lobo, trinca na parede que serve como guarda corpo e, mais grave ainda, desmoronamento no muro de contenção. É possível observar no local, tubos caídos dentro córrego e muito entulho”, avaliou o profissional.
A construção da nova ponte sobre o Córrego Capuava custou aos cofres públicos quase R$ 1,4 milhão. A contratação da empresa responsável pela obra – Motto Engenharia – foi feita de maneira emergencial, ou seja, sem a realização de licitação. A prefeitura alegou que a passagem antiga corria risco de colapso.
