INTERESSE

foto: www.institutolula.org

Para o ministro da Justiça, Sergio Moro, o objetivo dos vazamentos de mensagens da Lava Jato é “anular as condenações, especialmente a de Lula” e “impactar a Lava Jato”. As declarações foram dadas na última quinta-feira, dia 8. Moro sustentou que a divulgação das mensagens, que ocorrem desde o início de junho, acontecem para atacar o esforço anticorrupção da Lava Jato nos últimos anos. “Talvez o objetivo seja anular condenações, impedir novas investigações”, afirmou. Segundo o ministro, “está claro que um dos objetivos é anular condenações, entre elas a de Lula.” “Se verificarmos o grande sensacionalismo na divulgação dessas mensagens, muitas vezes com distorções no conteúdo, de contexto e que nem se pode dizer que sejam autênticas, é de supor que o objetivo principal era impactar a Lava Jato”, afirmou. O ex-juiz falou seis vezes em sensacionalismo ao longo da entrevista.

FARPAS

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), criticou na noite de quinta-feira, dia 8, o presidente Jair Bolsonaro (PSL), a quem chamou de “produto de nossos erros” “A pergunta é onde nós erramos”, disse Maia. Segundo o deputado, Bolsonaro é um produto sem partido, que se aproveitou dos movimentos de rua de 2013 e da disputa de valores que se seguiu. Em sete meses de governo, Maia e Bolsonaro acumulam um histórico de trocas de críticas públicas seguidas por compromissos de reconciliação.

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SEM INVESTIGAÇÃO

O ministro do STF, Gilmar Mendes, deu uma liminar protegendo o jornalista Glenn Greenwald e proibindo autoridades públicas e órgãos de apuração criminal, como a Polícia Federal, de investigarem o americano. O pedido foi feito pelo partido Rede Sustentabilidade. Glenn é editor do site The Intercept Brasil e desde junho vem divulgando conversas entre autoridades ligadas a operação Lava Jato, como o atual ministro da Justiça, Sérgio Moro, e procuradores do MPF. Os diálogos mostram irregularidades na operação.

LIBERDADE DE IMPRENSA

Para o ministro do STF, é direito do jornalista obter, produzir e divulgar fatos e notícias por quaisquer meios. Ao justificar sua decisão, Gilmar afirma que a história recente das democracias constitucionais “tem nos advertido que as cláusulas de liberdade de expressão e de imprensa devem ser preservadas em benefício da obtenção da informação pela coletividade, ainda que por vezes o exercício desses direitos tencione o interesse circunstancial dos governos e governantes”.