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GREVE

Bate-Rebate

GREVE
Muita gente começou a segunda-feira esperando a greve dos servidores municipais, que, segundo o sindicato da categoria, deve ter início na próxima quinta-feira. Sobre esse tema, o prefeito Benjamim Bill Vieira de Souza (PSDB), em entrevista à Rádio Notícia FM, disse que está surpreso com a decisão dos servidores, já que, desde o início de seu mandato, tem mantido os pagamentos em dia, sem parcelamentos e sem atrasos, e concedeu benefícios que eram solicitados há muitos anos pelos servidores e não eram atendidos.

POLÍTICA
“Fizemos muito esforço, durante os dois últimos anos, para manter os salários em dia, mesmo com a crise que nosso país enfrenta. Durante os últimos quatro anos, concedemos aumento real e a cesta básica passou de R$ 230 para R$ 405. Mas respeito a decisão dos servidores em optar pela greve e agora seguirei as orientações do meu jurídico”, disse o prefeito Bill.

TRABALHADOR
“Um grande esforço do nosso governo foi para implantar as creches 12 horas, com mais contratação de profissionais para a educação e garantia de benefícios para eles. Quando uma creche deixa de funcionar por conta de uma greve, quem perde é o trabalhador, o pai e a mãe de família, que não tem onde deixar seus filhos para trabalhar. Eu, como prefeito, respeito a decisão dos servidores, mas peço que eles pensem que, com isso, não estão prejudicando somente a mim, mas sim aos trabalhadores de nossa cidade”, reforçou o prefeito.

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SERÁ?
Em carta encaminhada aos servidores na semana retrasada, o prefeito já adiantava que está repassando aos servidores o percentual da inflação e que não poderia oferecer mais que isso. Resta saber se agora, com a greve decretada e as explicações públicas realizadas, a administração continuará achando que todo o esforço para manter salários em dia ainda é válido. Afinal, para garantir que todo quinto dia útil o salário estivesse na conta, a prefeitura cortou contratos e atrasou pagamento de fornecedores.

DESCONTO
Em entrevista ao Jornal TodoDia, o secretário de Governo, Wagner Morais, adotou um tom mais duro que o prefeito. Morais lembrou decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), de novembro do ano passado, pela qual o poder público deve descontar os dias parados dos servidores em caso de greve. “Há o peso da decisão do Supremo. E aí existe um prejuízo para o servidor, coisa que a gente não queria. Tentamos evitar isso no diálogo com a proposta, mas não entenderam a atual situação econômica”, afirmou.

POLÍTICA
Apesar das negativas da direção do sindicato dos servidores, os representantes da administração insistem na motivação política da greve, já que, nos últimos anos, o sindicato tem feito duras críticas pessoais ao prefeito Bill e teve um de seus dirigentes como candidato a vereador na chapa opositora ao prefeito nas eleições do ano passado. Esse mesmo sindicalista é o autor de várias ações judiciais movidas contra a candidatura de Bill.