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CONTROVERSO

Brasília - O pai do deputado, Jair Bolsonaro durante o Conselho de Ética da Câmara que arquivou duas representaçõescontra o deputado Eduardo Bolsonaro por quebra do decoro (Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agencia Brasil)
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O discurso do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), em cadeia nacional de rádio e televisão, nesta terça-feira, dia 24, gerou revolta entre brasileiros e foi chamado de criminoso por diversas pessoas confinadas em suas casas para evitar a propagação do novo coronavírus. Ao invés de falar do combate ao coronavírus, o presidente afirmou que “a vida tem de continuar, os empregos devem ser mantidos e o sustento das famílias deve ser preservado”. Mas, Bolsonaro não falou como, muito menos disse o que ele fará para garantir que os trabalhadores continuem recebendo seus salários, por exemplo. “O que se passa no mundo mostra que o grupo de risco é de pessoas acima de 60 anos. Então, por que fechar escolas?”, questionou o presidente. Porque crianças são vetores de transmissão da doença, mesmo que assintomáticas, o que acaba colocando em risco seus pais e avós dentro de casa.

CRÍTICAS

O pronunciamento do presidente da República, pedindo o fim do isolamento em razão do coronavírus e a volta à normalidade gerou controvérsias na Câmara dos Deputados. O presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), já havia criticado o pronunciamento. Maia afirmou, por meio das redes sociais, que a fala de Bolsonaro foi equivocada ao atacar a imprensa, os governadores e os especialistas em saúde pública.

OMS

A Organização Mundial da Saúde tem defendido medidas duras de isolamento social para que os sistemas de saúde não entrem em colapso por meio de picos muito altos de infectados graves. Recentemente a instituição afirmou que não são apenas os idosos e as pessoas com doenças preexistentes que estão tendo que ser auxiliados por aparelhos de respiração. A Sociedade Brasileira de Infectologia também divulgou nota, afirmando que “ficar em casa” é a resposta mais adequada para a maioria das cidades brasileiras neste momento.