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CLIMA QUENTE

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Tema de maior “polêmica” na sessão da Câmara desta segunda-feira, a ideia de impedir que vereadores assumam secretarias na Prefeitura, caso sejam convidados pelo prefeito, acabou sendo rejeitada. Silvio Natal, que apresentou a proposta de emenda à lei orgânica ao lado de outros três colegas, até ensaiou um ataque contra o vereador Oseias Domingos Jorge – um dos coautores -, apenas porque o democrata decidiu rever a sua posição, assim como Paulo Bichof, (que foi poupado). “Eu não sou vereador de ficar em cima do muro”, disse Natal, contrariado.

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Em resposta, Oseias explicou que refletiu sobre o projeto e que não se via no direito de decidir o futuro de outros vereadores, muito menos contrariar a Constituição, que permite que parlamentares assumam secretarias municipais. Num tom de voz que chegou a lembrar, por alguns momentos, o ex-vereador Áureo Nascimento Leite (seu tio), Oseias deixou claro que não deve satisfação ao colega de bancada, mas apenas aos seus eleitores. “E não tenho medo ou vergonha nenhuma de mudar o meu voto. Mudarei quantas vezes for necessário se entender que isso é o melhor para a nossa cidade”, cravou.

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Isolado, já que nem mesmo a colega Márcia Rebeschini saiu em sua defesa ou em defesa ao projeto que ela também assinou, Natal recuou e teve que ouvir o discurso de todos os outros vereadores da Casa solidários a Oseias. “Uma atitude nobre, sem dúvida. Refletir e ver que a decisão anterior não era a melhor a ser tomada”, cutucou Levi Tosta, deixando Natal visivelmente sem clima. “Lamentável a sua atitude, de tentar jogar o vereador Oseias contra os seus próprios eleitores e colocar em xeque o seu posicionamento nesta Casa”, emendou Wagner Morais.

AGULHA
O deputado Vanderlei Macris (PSDB) presentou duas ações para que o Ministério da Saúde inclua jornalistas e profissionais de imprensa no grupo prioritário para a vacinação contra a Covid-19. O parlamentar argumenta que o Brasil é o país com maior número de profissionais desta categoria mortos por contaminação pelo Coronavírus. Macris assina uma Indicação e um Projeto de Lei – PL 1998/2021 – para determinar a inclusão. Ele explica que o PL estabelece maior segurança de que a categoria seja atendida. “Os jornalistas inclusive estão respaldados pelo Decreto Nº 10.288, de 2020, que considera que as atividades e os serviços executados pelo jornalista sejam essenciais, no entanto estes profissionais ficaram de fora da listagem do Ministério da Saúde e os profissionais estão sendo expostos no exercício da função. E o risco é constante”, argumenta.