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ABERTURA

Apesar das queixas de boa parte dos comerciantes de Nova Odessa quanto à prorrogação da quarentena até o dia 31 de maio pelo Governo do Estado, não há muito o quê a Prefeitura fazer. Isso porque, conforme decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), os Estados e Municípios têm autonomia para decidir a respeito das restrições de atividades. No entanto, os prefeitos só podem editar decretos que são mais restritivos do que aqueles publicados pelos governadores, não o contrário. E quem adota medidas mais brandas tem sofrido decisão desfavorável na Justiça por ações do Ministério Público.

MONITORA

Como bem lembra o vereador Sebastião Gomes dos Santos, o Tiãozinho (PSDB), que conversou com o secretário de Saúde, Vanderlei Cocato, a respeito do combate local à pandemia do coronavírus, Nova Odessa não está entre as 104 cidades monitoradas pelo Governo do Estado, através do SIMI (Sistema de Monitoramento Inteligente), o índice que mede a mobilidade das pessoas com base em dados fornecidos pelas operadoras de telefonia celular (Vivo, Claro, Oi e Tim).

REGIÃO

Ou seja, Nova Odessa depende do desempenho das cidades vizinhas maiores para poder ou não ter flexibilizada a quarentena em um futuro próximo. O fator que complica é a adesão ao isolamento social estar em índices insatisfatórios para o Comitê Estadual de Enfrentamento à Covid-19. Os municípios da região têm oscilado entre 40% e 50%, enquanto o mínimo defendido é 55%. Há casos como o de Limeira, onde a adesão chega a 38%.

PARTIDO DO LEITINHO

A título de correção, o vereador Cláudio José Schooder, o Leitinho, está agora filiado ao PSD e não mais o PV, conforme noticiado nesta coluna em edição anterior.

DISPUTA

Cada vez mais evidente está a disputa pública entre o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o governador João Doria (PSDB) quando o assunto é o combate ao coronavírus. Enquanto um parece dar pouca ou nenhuma importância ao tema, o outro tem sido até exagerado nas medidas restritivas de quarentena e isolamento social. O problema é que a população acaba dividida nessa polarização política e parte dos comerciantes e autônomos acabam sofrendo mais.