A POLÊMICA DO LÍTERO

Após fazer uma breve consideração a respeito dos benefícios que as atividades do Lítero trouxeram para a saúde de sua mãe, o presidente da Câmara Municipal de Nova Odessa, Vagner Barilon, falou sobre o projeto. “Desde o primeiro momento em que se falou que aquele projeto poderia ser do município, que o clube poderia ser do município, é claro que eu me posicionei a favor de que o município comprasse aquela área. Agora, eu não sou engenheiro civil, e nenhum vereador que estava aqui (Câmara) naquela época era engenheiro civil. E a prefeitura mandou um projeto feito por um perito, que é engenheiro civil, com uma avaliação que não é qualquer ‘cara’ que pega um papel assina e fala “vale tanto”. Existe uma norma da Associação Brasileira de Normas Técnicas que regula como deve ser feita a avaliação”, disse ele na tribuna da casa de Leis.

NORMAS

Barilon também falou sobre as normas que regulam este tipo de avaliação. “Vou dar um exemplo, quando vocês vão a uma loja de ferragens comprarem um parafuso M10, você pergunta qual a marca do fabricante? Não! Pode ser qualquer um, porque todo parafuso M é igual, porque existe uma norma da ABNT que regula como deve ser feito aquele parafuso. Então qualquer empresa que for fazer um parafuso daquele tamanho vai usar aquela norma e vai sair um parafuso igual. Para isso serve a norma técnica”, explicou.

AVALIAÇÃO

Barilon ainda falou sobre o projeto e como se deu a aprovação. “E a avaliação que veio dentro do projeto de lei era baseada em uma norma técnica e feita por um engenheiro que assinou a anotação de responsabilidade técnica daquilo e reconheceu a responsabilidade sobre o que ele estava atestando ali. Para os vereadores que estavam aqui havia um documento que dizia o seguinte: foi visto tudo o que está construído dentro do Lítero, a idade da construção, o valor que era para construir, o cálculo da depreciação e se chegou a um valor próximo de R$ 2,5 milhões. Ele fez a mesma avaliação do terreno e chegou a um valor aproximado de R$ 2,5 milhões, dava uma diferença, o projeto previa esta diferença. Nós votamos o projeto aqui, a empresa pagou a diferença e para nós (vereadores) estava tudo correto”, continuou.

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SEM PREJUÍZO

Ele ainda explicou que mesmo que o negócio seja desfeito não há prejuízo para o município. “Aí de repente o Claudio (Leitinho) e o Antônio (professor Antônio) se atentaram para uma questão que, naquele momento, nenhum vereador atentou e entraram com ação popular – que tem que ser feito mesmo porque se trata de dinheiro público – a partir do momento do protocolo da ação a juíza indisponibilizou os dois bens e ninguém mexe com o clube Lítero e ninguém mexe com o terreno que era da prefeitura. Então não há nenhum prejuízo para o município até agora porque o terreno que era do município estava em frente ao Pague Menos e se o negócio for desfeito o terreno esta lá no mesmo lugar, então o município não perdeu nada com isso”, disse.

DIFERENÇAS

O presidente da Câmara ainda falou dos diferentes valores nas avaliações dos peritos. “Só que na avaliação do clube Lítero durante este processo houve outras duas avaliações por outros dois peritos que usaram a mesma norma ABNT para fazer a avaliação. A avaliação do clube, dos três peritos são parecidos, só que a avaliação do terreno o primeiro perito avaliou em torno de R$ 2,5 milhões, o segundo perito avaliou em cerca de R$ 5 milhões e o terceiro perito avaliou em torno de R$ 10 milhões, o mesmo terreno. Alguém conhece algum terreno que valorizou 200% dentro de uma crise que vive o país, em cinco anos? Eu acho Cláudio (Leitinho) que tem que ser investigado a acho que deve se desfazer a permuta senão resolver a questão do passivo”, considerou o presidente. Ainda segundo ele, ele jamais votaria novamente uma permuta. A fala completa do presidente da Câmara está disponível no site do Legislativo de Nova Odessa.

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