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BATATINHA FRITA…

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BATATINHA FRITA…
“Tem que dar risada!”. É assim que o vereador Cabo Natal começa o vídeo divulgado nesta semana atacando o JNO. Talvez ele mesmo tenha previsto o final dessa história, que seria cômica se não fosse trágica. Natal tentou defender o prefeito Leitinho e a implantação da nova taxa do lixo na cidade, dizendo que o projeto ficou “razoável”. Tentou falar do Marco Regulatório do Saneamento, mas se confundiu um pouco e tentou, tentou, tentou, mas não conseguiu ser nem convincente.

1, 2, 3…
O vereador não gostou da reportagem que aponta um erro de fácil identificação em projeto aprovado por sete vereadores na última segunda-feira, entre eles, o próprio Natal. “Mais uma mentira que querem contar pra você, cidadão de bem do Município de Nova Odessa”, disse o vereador, referindo-se ao jornal, afirmando várias vezes que o jornal “mente”. Mas vamos aos fatos, contra os quais podem até haver ataques, mas não argumentos de pessoas sérias e verdadeiramente comprometidas com a cidade.

DORMIU NÉ?
Natal afirma que se “debruçou” desde quinta-feira sobre o projeto de lei – que tem somente duas páginas – e estudou muito antes de aprová-lo na segunda-feira. Se ele realmente se debruçou, certamente cochilou sobre o projeto. Porque o erro era facilmente identificável… era só saber contar até cinco – em algarismos romanos… mas só até cinco.

O MAIS GRAVE
O erro no projeto – embora seja vergonhoso para o prefeito que assinou a propositura – não é o mais grave. É um erro passível de correção. Deve demandar a elaboração de um novo projeto porque não é igual na escola, que basta passar ‘errorex’. Mas é sanável. Mais grave é o vereador, que se despede de seu primeiro e único mandato em dezembro, que não se preocupou sequer em checar a informação antes de atacar a imprensa.

RESPOSTA
Natal, nos primeiros anos do mandato, foi um crítico ao governo e defensor da legalidade – ou seja, da observação e do cuidado com as leis. Neste ano, mudou de lado e disputou a eleição na coligação que apoiava Leitinho. A iniciativa não foi bem vista pela população, ele não foi reeleito e viu sua votação cair pela metade. Nem assim aprendeu que deve pensar antes de fazer. A imprensa é passível de críticas, também erra e acerta. Mas um representante do povo que não conseguiu identificar um erro na contagem de um a cinco não deve chamar a imprensa de “mentirosa”. Críticas são motivos para o crescimento, pessoal e profissional. Mas o respeito deve ser colocado sempre em primeiro lugar. Quem sabe dessa vez ele tenha aprendido.